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Aplicações virtuais

Insatisfeita com a infra-estrutura de entrega de aplicativos, a MSC decidiu partir para uso de virtualização e thin clients

Marina Pita

08/11/2007 às 20h00

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Em busca de flexbilidade, agilidade e foco nos negócios, a Mediterranean Shipping Company, fornecedora de serviços logísticos marítimos de abrangência global, decidiu apostar na virtualização de suas aplicações.

André Alcântara, que durante o processo de rejuvenescimento da empresa iniciado no final do ano passado foi promovido a gerente de tecnologia da informação, estava descontente com a infra-estrutura de entrega de aplicativos e aceitou o desafio de ser a primeira empresa de grande porte a migrar para o Citrix Presentation Server 4.5 Platinum, justamente no momento de reestruturação e expansão no Brasil.

O executivo explica que a principal razão para a mudança foi a insatisfação com o modelo antigo, que não tinha flexibilidade, deixava os usuários presos a um servidor específico, não permitia publicar vídeos, havia lentidão no sistema e na impressão.

A equipe de TI de Alcântara passou cerca de três semanas analisando o ambiente e documentando tudo antes de iniciar qualquer mudança. “Isso foi fundamental para todo o processo, facilitou muito depois quando começamos a trabalhar com o parceiro”. A migração foi feita gradualmente, cerca de 2 ou 3 escritórios - dos 11 que a MSC tem no Brasil – mudaram a infra-estrutura de entrega de aplicativos por semana, um processo que levou um mês e meio.

O resultado foi o enxugamento do número de servidores em 50% - de 16 para apenas 8 máquinas -, e a garantia de que os cerca de 500 usuários mantêm o foco na aplicação e ganham mobilidade de acesso. “O tempo de resposta mudou da água para o vinho”, resume Alcântara. Além disso, a migração para o Presentation Server Platinum abriu caminho para a empresa disseminar o uso de thin clients para o usuário final. Atualmente a empresa conta com 210 dispositivos, adotados em março.

Mas Alcântara realmente entendeu que havia acertado ao aceitar o risco com a redução brusca do tempo de abertura de novos escritórios. Em 2005, a MSC havia aberto duas filiais no Brasil, cada uma delas levou seis meses até a inauguração. Após a migração, o gerente de TI conseguiu abrir três filiais nos mesmos seis meses.

De acordo com o executivo, foi fundamental não ter pressa para tomar decisões, mas trabalhar com o negócio. Além disso, ele comemora ter escolhido contar com a assessoria de parceiros Citrix. “No Brasil, profissionais que entendem de Citrix são escassos, por isso a consultoria é bem-vida. Economiza tempo e permite que a equipe de TI possa manter o foco no negócio. Vale o custo-benefício”, conclui Alcântara.

O gerente já planeja os próximos passos, que incluem a adoção de outras soluções de virtualização no próximo ano.

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