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WiMax só será popular com novo modelo de negócios

Para analista sênior do Yankee Group para América Latina, Júlio Püschel, é preciso viabilizar um modelo sustentado na propaganda para que o usuário não tenha de pagar

Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

07/11/2007 às 13h24

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As previsões do Yankee Group para o crescimento do WiMax como plataforma de banda larga sem fio são relativamente tímidas. Na avaliação do instituto, essa tecnologia só será popular com um novo modelo de negócios, onde as redes das concessionárias sejam mais abertas aos demais concorrentes e se crie uma plataforma de propaganda que permite que o usuário não pague ou pague pouco pelos serviços.

Segundo estimativas divulgadas hoje (07/11) por Julio Püschel, analista sênior do Yankee para a América Latina, até 2011 devem existir, em todo o mundo, cerca de 37 milhões de usuários de WiMax, dos quais 7 milhões somados entre América Latina e América Central.

Para se ter uma idéia de como o número é pequeno, só em usuários de celular o mundo tem hoje cerca de 3 bilhões de pessoas. "Existe um potencial para essa tecnologia, mas vai depender do modelo de negócios", afirmou Püschel, em palestra no seminário WiMax Brasil.

Ele preferiu não fazer estimativas de quantos usuários o Brasil terá nesse montante de 7 milhões, mas ressaltou que conta com a participação das concessionárias nesse mercado - elas foram proibidas pelo último edital da Anatel de participar da compra de novas licenças, mas o processo está paralisado.

"O Brasil ainda não tem um peso grande em WiMax", admitiu o analista. Ele lembrou que países como Chile e Argentina estão à frente do Brasil em termos de testes e regulamentação para o uso dessa opção.

No Chile, a Telmex, dona da Embratel no Brasil, adquiriu uma operação comercial de WiMax. A companhia se prepara para fazer testes também na Argentina e no seu país-sede, o México.

A Telefónica também tem testes no Chile e na Argentina. No Brasil, a companhia adquiriu o controle da TVA, que já monitorava testes de WiMax e, por isso, poderá dar continuidade ao processo.

No início deste ano, a TVA anunciou testes de WiMax com três fornecedores diferentes. A Samsung foi escolhida para a região de Curitiba (PR), a Nortel para São Paulo (SP) e a Motorola no Rio de Janeiro (RJ).

Para Püschel, uma das questões principais do WiMax é saber como ganhar escala sem que ele seja muito caro. Por isso, ele sugeriu um modelo baseado em publicidade para que o custo seja baixo ou nulo para o consumidor.

No caso do uso das redes, ele acredita que seja uma tendência mundial que as operadoras "repensem o modelo de serem donas" dessas infra-estruturas.

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