Home > Gestão

Avaliação do BNDES levará em conta investimentos em tecnologia

Para diretor do BNDES, o risco de uma companhia pode ser reduzido se ela usa mais tecnologia ou investe em formas mais aprimoradas de governança

Por Redação do COMPUTERWORLD

30/10/2007 às 11h30

Foto:

As empresas que investirem no conhecimento, na transparência e na avaliação tecnológica deverão passar a obter crédito mais fácil do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição firmou uma parceria com a Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) para desenvolver um meio de analisar os bens não-físicos das empresas.

A idéia, segundo o BNDES, é criar uma metodologia diferenciada para avaliar o capital intangível das empresas que pretendem pegar empréstimos do banco, ou seja, definir quanto valem os bens e valores derivados da pesquisa, do conhecimento e do desenvolvimento tecnológico. Entre os bens intangíveis, estão marcas e patentes, design, transparência e governança corporativa.

O tema foi abordado ontem (29/10) no seminário Avaliando os Capitais Intangíveis no Brasil, na sede do BNDES no Rio de Janeiro. O evento, que termina hoje (30/10), é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pelo BNDES e pela Coppe/UFRJ.

Um teste piloto foi realizado pela Coppe e pelo BNDES para desenvolver essa nova metodologia em quatro empresas de diferentes portes e áreas de atuação: Embraer (setor aeronáutico), Suzano (papel e celulose), Genoa (biotecnologia) e Totvs (tecnologia da informação). O resultado foi considerado satisfatório pelos técnicos.

Para o diretor da Área de Mercado de Capitais do BNDES, Eduardo Rath Fingerl, o risco de uma companhia pode ser reduzido se ela usa mais tecnologia ou investe em formas mais aprimoradas de governança. Fingerl acredita que o Brasil tem grande potencial no campo do conhecimento, fator que considera cada vez mais importante no desempenho e na competitividade das empresas.

Segundo Fingerl, o Brasil tem atualmente 300 incubadoras de empresas, que criam oportunidade para que esses novos empreendimentos possam ser financiados e se transformem em empresas. “O grande desafio hoje é como transformar todo esse conhecimento em empreendedorismo”, avaliou o diretor do BNDES.

O número de mestres no País subiu de 10 mil, em 1997, para 33 mil no ano passado, enquanto o número de doutores evoluiu de 4 mil para cerca de 10 mil no mesmo período. Atualmente, a produção científica brasileira corresponde a 2% do total mundial, somando 17 mil artigos publicados em revistas especializadas internacionais.
 

* Com informações da Agência Brasil

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail