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10 dicas para uma estratégia de BI bem-sucedida

Pesquisa da Forrester Research aponta os melhores caminhos. Confira

CIO - EUA

25/10/2007 às 12h25

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Diante de todas as fusões e aquisições na área de Business Inteligence (BI), é fácil esquecer que BI é muito mais do que a tecnologia que o suporta. Você precisa estabelecer sua visão estratégica antes de chamar a tecnologia para a conversa, diz Boris Evelson, analista da Forrest Research e autor de “É hora de reinventar sua estratégia de BI. Aprenda como,” (tradução livre), prestes a ser publicado nos Estados Unidos. Abaixo, as primeiras cinco dicas:

 

1- Escolha um responsável do nível-C (que não seja o CIO). A implementação de BI não deve, em absoluto, ser responsabilidade de alguém de TI, diz Evelson. Ao invés, o BI deveria estar nas mãos de um executivo da linha de frente. Alguém que tenha uma boa idéia dos objetivos, estratégias e metas da companhia e que saiba traduzir a missão em indicadores de desempenho que a suportarão. Esse executivo geralmente é o CFO. Essa pessoa deve governar a implementação com documentação adequada do case de negócio e ser responsável por mudanças.

 

2- Crie definições comuns. Sem definições comuns, a implementação de BI não pode ser bem sucedida. A falta de acordo é um problema comum das empresas hoje. Por exemplo, as áreas de finanças e vendas podem definir “margem de renda” de forma diferente, negando o valor da automação. Para combater esse problema, faça com que o expertise importante para o negócio seja repassado a todas as partes do negócio (front, middle, e back office). Nesse estágio, a participação de TI deve ser limitada a realizar o projeto de gerenciamento e tomar para si as tendências, critérios e políticas. Segundo, comece pequeno e escolha apenas de 10 a 20 indicadores de performance e crie padrões e governanças com base neles.

 

3- Tenha acesso à atual situação. Você deve analisar em que ponto está o BI (processos, estrutura organizacional). Tanto a área de TI como de negócio devem estar envolvidas.  Evelson previne contra a subestimar essa fase, e lembra que um diagnóstico de BI da Accenture contém 1,5 mil questões sobre 325 melhores práticas sobre 75 assuntos.

4- Crie um plano para armazenamento de dados. Muitas organizações começam com apenas uma centro comercial, já que é mais barato e rápido, mas considere que essa tática significa uma nova construção assim que as informações precisarem de mais espaço, o que pode sair de controle em alguns anos. Algo mais para levar em consideração é a possibilidade de criar e manter uma warehouse física ou preferir uma virtual, ou também conhecida como diferentes camadas semânticas. A forma tradicional de warehousing significa dados duplicados, que torna quase impossível manter sistemas operacionais em tempo real. Você pode ganhar espaço com uma camada de definição abstrata, mas isso é difícil de desenhar, assim como qualquer metadata repository. Antes de sequer considerar quais vendedores escolher, resolva essas questões.

 5- Entenda o que os usuários precisam. As três partes da estratégia de BI são estratégia, tática e operacional. Usuários estratégicos tomam poucas decisões, mas cada uma delas pode ter um efeito profundo – por exemplo, deveríamos fechar as operações na Europa e abri-las na China. Usuários táticos tomam várias decisões por semana, e precisam de atualizações diárias. Usuários operacionais são os funcionários de linha-de-frente, como os atendentes de call center. Precisam de dados com ajustes próprios para realizar uma quantidade imensa de transações. Entender quem usará o BI e para que propósito pode mostrar o tipo de informação necessária e com que freqüência , e assim guiar as decisões de BI.

--> Leia também as outras cinco dicas da Forrester para uma boa implementação de BI

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