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Melhore a comunicação: descarte o e-mail

Gerentes de TI apontam que comunicação interpessoal é habilidade cada vez mais escassa, mas fundamental para o desempenho do departamento

COMPUTERWORLD - EUA

24/10/2007 às 10h52

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Em uma época em que é praticamente improvável viver a realidade corporativa sem as comunicações eletrônicas, o que você faria se ouvisse um CIO disparar o comentário de que o e-mail é “horrível”? Eventualmente, pensaria que ele está louco ou cairia na gargalhada.

Foi exatamente aos risos que Leslie Brennan, CIO do Departamento de Conservação Ambiental de Nova York, levou a platéia no Gartner ITexpo, que aconteceu no início deste mês em Orlando (EUA), quando respondeu que a melhor forma para melhorar a comunicação da equipe de TI passa longe das mensagens eletrônicas. Está nos encontros cara-a-cara.

Melhorar a comunicação “está realmente em falar com as áreas de negócios, não em mandar e-mails de negócios”, afirmou em um painel sobre desempenho, repleto de fanáticos em Blackberry.

“É mais do que apenas se levantar e falar de negócios – é falar com o outro”, alertou. Além disso, a interação cara-a-cara “ensina o time a se comportar um pouco mais profissionalmente - com um quê de negócios”, assinala.

Esse tipo de comunicação interpessoal, segundo os executivos, favorece a integração efetiva entre as áreas de TI e negócios. A necessidade dos gerentes de TI aprimorarem o alinhamento da tecnologia com as áreas de negócio é tão conhecida que até já virou chavão. Mas alguns executivos dizem que o pensamento orientado a negócios deve se espalhar em toda a organização de TI, e é tarefa do CIO fazer isso acontecer.

Quando alguém do grupo técnico aborda Patricia Graham, CIO da CenterPoint Energy, sobre uma mudança técnica, ela não quer puramente uma discussão de TI. “Eu gostaria que isso fosse articulado em termos do que significa para os negócios”, diz.

“Você é apenas tão bom quanto sua equipe”, diz Michael Goodwin, vice-presidente sênior da Hallmark Cards. Goodwin diz que a equipe precisa aprender a parte de negócios não por meios eletrônicos, mas passando tempo com representantes de vendas e de operações da companhia. “Dessa forma, eles podem compreender melhor os desafios e as questões que vêm enfrentando, ao mesmo tempo em que conseguem relacionar tais detalhes com soluções”, aponta.

Leslie, da agência governamental de Nova York, também sugere outro método para reforçar o treinamento de equipe. Todas as segundas-feiras, ela participa de uma reunião de nível executivo em sua organização para discutir “tudo o que está acontecendo”. A primeira coisa a fazer depois do procedimento, é digitar suas anotações e distribuir para a equipe.

Isso é conhecimento que faz a equipe “ficar mais conectado com a missão da organização, em vez de pensar que estão em uma loja de TI”, comenta ela.

Para Leo Genders, CIO do Departamento de Compensação de Ohio, enquanto os gerentes de TI estão preocupados em fazer com que suas equipes compreendam os negócios, existem outros afazeres não concluídos. “O papel do CIO é, essencialmente, definir a si mesmo. Eles não estão ensinando como ser CIO na faculdade”, aponta.

Segundo ele, existem líderes de TI que vêm do lado tecnológico e tem experiência em “puxar cabos”, enquanto outros têm perfil de negócios. “O papel ainda está na infância, e temos a chance de remodelá-los”, resume.

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