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Grandes conselhos sobre carreira que ignorei (e fiquei feliz por isso)

Nem sempre os conselhos tradicionais dão certo. Conheça histórias exóticas de profissionais dos EUA que tiveram sucesso ao ignorar alguns deles

IDG News Service

22/10/2007 às 12h26

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Quantas vezes você já ouviu conselhos como “dê tempo ao tempo” ou “pague suas dívidas”? Boa parte do senso comum sobre como ter sucesso é apenas barulho e uma trajetória diferente do tradicional pode dar ótimos resultados.

Muitos dos líderes de TI dos Estados Unidos seguiram caminhos distintos, ignoraram conselhos clássicos e driblaram tendências dominantes para encontrar o que funcionava para eles. Conheça algumas histórias de profissionais que fizeram tudo ao contrário e chegaram ao topo.

Brian L. Abeyta
Conselho que ignorei: “Disseram no início da minha carreira que eu deveria buscar um trabalho nômade de consultoria que me apresentaria uma fantástica variedade de áreas de negócios. O que não parecia bom é o prejuízo que isso teria na minha família”, diz Brian L. Abeyta, que preferiu tentar a sorte como gerente de operações em uma empresa de telecom.

O resultado: “Aprendi com executivos afiados que me mostraram como encaminharam as carreiras profissionais, como lideravam e como ser relevante”, define Abeyta, hoje vice-presidente do setor de TI na empresa de seguros Aflac. Ele diz que a escolha ajudou a equilibrar a sua vida pessoal e profissional.

M. Lewis Temares
Mudança que deveria ter feito e não fiz: A troca sucessiva é um método testado e comprovado para subir em TI mais rapidamente. Mas isto não foi verdade para M. Lewis Te­mares, CIO da Universidade de Miami. “Há argumentos favoráveis para não ficar trocando de emprego”, defende.

O resultado: Temares tem uma carreira bem sucedida na área de TI da Universidade de Miami, organização na qual atua há 27 anos. “Se você mostra que acredita no que faz, as pessoas que trabalham para você também vão acreditar”, afirma.

Dick Daniels
Conselho que ignorei: Quando Dick Daniels começou em tecnologia, recebeu o conselho de apostar apenas na TI. “Naquele momento, a tecnologia era uma carreira emergente e tinha grande demanda. Mas percebi que a TI só funciona se aplicada para resolver um problema”, conta. Então, ele assumiu a gerencia de programas para, depois, tornar-se Chief Operating Officer.

O resultado: Daniels é hoje o CIO de uma empresa do segmento de financiamento, a Capital One Services. Ele diz que a sua experiência fora da TI acelerou seu crescimento como executivo. “A vantagem que tive foi dedicar anos para desenvolver meu conhecimento em negócios”, completa.

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Autumn Bayles
Conselho que ignorei: Diversos trabalhadores de TI são avisados para se especializarem em uma tecnologia específica, mas Autumn Bayles evitou isso. Ao contrário, ela se forçou a trabalhar continuamente com novas tecnologias e aplicações.

O resultado: “Eu era um tanto generalista, mas me ajudou a progredir. Os diretores não me impediam de tentar fazer coisas novas porque eu era indispensável para certa aplicação funcionar”, conta. Ela justifica a sua ascensão como executiva na sua experiência profissional diversificada. Ela foi CIO da Tasty Baking durante 2003 e 2006 e, hoje, ela é a vice-presidente de operações estratégicas.

Howard Schmidt
Conselho que ignorei: Howard Schmidt é membro do conselho da organização sem fins lucrativos (ISC)2, the International Information Systems Security Certification Consortium. Ele garante que, apesar dos conselhos, a escolha de um caminho profissional fora do tradicional gerou oportunidades para desenvolvimento de seu talento “onde havia algo novo para ser construído ou algo que precisasse de reparo”.

O resultado: Schmidt afirma que, ao encontrar essas oportunidades, foi capaz de acelerar sua carreira em trabalhos destacados como conselheiro em segurança online para a Casa Branca e como Chief Security Officer na Microsoft e no eBay.

John Glaser
Mudança que deveria ter feito e não fiz: Como a maioria dos formados, esperava-se que John Glaser entrasse imediatamente na vida profissional. Em vez disso, com o diploma da Duke University em 1976, Glaser trabalhou em uma empresa que enlatava salmão no Alaska, chegou ao Panamá pedindo carona e voltou para a Carolina do Norte para ficar junto com o seu grande amor da universidade. Glaser diz que não sabia no que queria trabalhar na época e não tinha pressa de entrar em um trabalho errado só para ter um trabalho.

O resultado: Na Carolina do Norte, ele conseguiu um trabalho de tecnologia no instituto de pesquisa Triangle, trabalhando na pesquisa de gastos nacionais com tratamento de saúde. Glaser se encontrou e passou a buscar uma carreira em TI no setor de saúde. Hoje, ele é CIO da Partners HealthCare e continua casado há 27 anos com a mesma mulher que o fez voltar do Panamá.

Mary K. Pratt – Computerworld, EUA

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