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Os segredos da gestão de talentos

Sonia Calado, pesquisadora e professora da Faculdade Boa Viagem, no Recife, ensina como liderar equipes formadas por ótimos profissionais

Thais Aline Cerioni

18/10/2007 às 18h56

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Levar a organização a atingir alto desempenho em seus objetivos, sob a perspectiva do stakeholder. Esta é, na visão da pesquisadora e professora Sonia Calado, o principal desafio dos gestores corporativos nos dias de hoje. Em palestra realizada na manhã desta quinta-feira (18/10) durante o GGTI Meeting 2007, encontro que reuniu cerca de 140 líderes de TI de empresas pernambucanas, Sonia ensinou como reter e desenvolver bons profissionais - e como tirar o máximo de valor de cada um deles.

"Talentos são complicados, sim. Mas nenhuma empresa quer ter apenas profissionais medianos e sem brilho", provocou. Segundo ela, o trabalho do gestor torna-se mais complexo ao lidar com pessoas talentosas, pois elas têm de ser convencidas de cada decisão. "Um profissional talentoso não aceita ordens, ele quer entender as estratégias. E cabe ao gestor ter as respostas, ou a pessoa vai embora."

Para Sonia, saber motivar é um dos princípios básicos da  liderança e fator determinante para se ter uma equipe disposta a trazer resultados. "Desempenho depende de competência, recursos e de 'querer' ", explica. "Por mais que um profissional seja extremamente competente, ele não trará resultados se não estiver motivado." Em sua visão, um conjunto de características afetivas e cognitivas determinam o comportamento do individuo, mas alguns fatores externos (da organização e de seu superior) podem interferir no processo. "Uma pessoa é motivada quando acredita que seu esforço vai resultar em bom desempenho, que o desempenho vai resultar em recompensa e que a recompensa vai levar à satisfação de uma necessidade", pontua a especialista. Ou seja, elogie, seja justo e ofereça recompensas relevantes para cada um.

Sonia destacou ainda a importância de se posicionar de maneiras diferentes de acordo com o perfil do liderado. Para os profissionais menos preparados, o líder transformacional é o mais indicado: ele tem carisma, ensina a sonhar, mostra caminhos, é admirado e sabe tratar cada um de sua equipe de forma individual. No caso de liderados mais experientes, o perfil do líder servidor funciona melhor, já que ele deixa a equipe livre para criar e se desenvolver e fica apenas disponível para ajudar, quando necessário. Finalmente, em situações em que o liderado é um grande talento, o ideal é adotar o modelo de mentoria, ser praticamente conselheiro, capaz de ajudar o profissional mais jovem a decidir entre caminhos e de impulsioná-lo a novos desafios.

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