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Projetos de TI não trazem resultados positivos em 50% dos casos

Pesquisa da The Economist Intelligence Unit – a pedido da HP - mostra que a TI não está compreendendo as demandas do usuário

Camila Fusco, do ComputerWorld

16/10/2007 às 12h11

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O levantamento conduzido pela The Economist Intelligence Unit – a pedido da Hewlett-Packard (HP) com mais de mil gestores de TI, em junho deste ano – mostra um cenário preocupante para os profissionais do setor. Em 57% dos casos relatados pelos entrevistados, não mais que uma em cada duas iniciativas de TI produziu resultados comerciais positivos.

Além de não trazer benefícios de negócios em nível satisfatório, boa parte desses projetos também não está cumprindo os prazos de entrega pré-estabelecidos. Em quase metade das empresas pesquisadas, 25% ou mais dos projetos de TI são entregues atrasados.

As constatações são dois indícios de que o papel do departamento de tecnologia da informação ainda apresenta certas distorções em relação ao que se espera dele. Ao mesmo tempo, em muitas empresas, a área também não está devidamente orientada para atender as demandas.

“No primeiro caso, pode-se dizer que os números são conseqüência de o departamento de TI não saber claramente o que as áreas de negócio esperam dela. Outro fato é a inexistência de métricas capazes de medir os projetos de TI sob o ponto de vista do negócio”, comenta Wagner Lima, responsável pelas práticas de BTO e ITSM na HP América Latina.

Os atrasos nos projetos podem ser explicados, segundo o executivo, especialmente pelo fato de que o departamento de TI está acumulando demandas indiscriminadamente e se comprometendo com um volume que não consegue cumprir.

Para Lima, é chegado ao momento de as companhias deixarem de ter seus departamentos de TI divididos em silos – em que cada profissional tem uma área de atuação específica que não se comunica com as demais, como aplicações, infra-estrutura, entre outras. Na prática, esse modelo pode ser prejudicial em médio prazo, já que são elaborados projetos sem a interação desejável e que, posteriormente, poderão gerar demandas de novos trabalhos da área de TI.

Além disso, sinaliza Lima, estratégia e desenho são duas etapas de projetos que geralmente são subestimados quando o departamento de TI se divide em silos. A fase de transição tende a difícil e apresenta grande retrabalho, ao passo em que operações também são comprometidas por uma deficiência na etapa de planejamento.

Orientado a serviços, conforme destaca o executivo, o departamento de TI consegue dedicar atenção igual para todos os processos, especialmente estratégia e desenho do projeto, que são as duas etapas base para se ter um bom projeto.

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