Home > Carreira

O CIO do futuro pode ser um não-geek

Cada vez mais, o líder de TI em grandes corporações deve ser menos técnico e mais comunicativo

Thais Aline Cerioni

15/10/2007 às 11h42

Foto:

Para o futuro, conhecer apenas tecnologia pode não resolver. É o caso de David Parks, CIO do Byrd Institute, organização de pesquisa norte-americana dedicada ao mal de Alzheimer. O executivo analisou o panorama à frente da TI e decidiu que precisava mudar para estar pronto para o futuro, voltando às fileiras da escola para buscar um MBA.

Parks já possuía um diploma em Engenharia Elétrica, mas percebeu que “não havia nenhuma chance para mim de acompanhar as novidades da tecnologia para sempre”. Depois do master degree adquirido anos atrás, ele foi contratado pela Byrd como CIO e, garante, o treinamento em negócios ajudou bastante.

Hoje, ao se encontrar com o CFO e o COO da organização, Parks afirma que pode discutir a direção da tecnologia “como um componente colaborativo do negócio, em vez de algo que é muitas vezes um entrave”. Então, quando ele ouviu os analistas do Gartner repetindo durante o ITexpo que os gestores de TI devem ser versados em dilemas de negócios, Parks sentiu que a sua escolha de carreira ganhou uma validação importante.

Os gestores de negócios querem dos líderes de TI “alguém que veja o papel da área como eles analisam – como um setor de liderança nos negócios”, diz Tina Nunno, analista do Gartner.A maior parte dos profissionais de TI “entende que existe muito mais sobre o negócio do que eles acreditam”, completa Tina Nunno.

A analista do Gartner disse que as companhias querem melhorar a habilidade em cuidar das informações, o que pode significar, por exemplo, ajudar os negócios a entender melhor a lucratividade de um determinado produto ou eliminar um passo desnecessário no supply chain via automatização.

Ken McGee apontou como evidência de que certas companhias estão se movendo nesse sentido o comportamento dos empregadores de buscar um CIO que não tenha necessariamente uma graduação em Engenharia da Computação ou em Ciência da Computação. “Elas procuram alguém que possa fazer outras coisas além de administrar o ambiente de TI”.

Em cinco anos, defende o analista, o CIO pode estar separado das responsabilidades de administrar a operação de TI. “Talvez a tecnologia tenha um melhor atendimento com a criação de um grupo de operações focado nisso, sendo submetido ao chefe das operações. Achamos que é um debate justo”, diz. É também um tema, ressalta McGee, sobre o qual o Gartner continua pensando.

Joe Montano, chefe de TI do departamento de Energia, Minerais e Recursos Naturais do estado norte-americano do Novo México, disse que o questionamento de McGee ressoou em seu pensamento. “Você pode notar isso acontecendo. Eu tenho ficado cada vez menos nas operações do dia-a-dia, portanto o foco está mais nos negócios”, completou.

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail