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Mainframe é a base da renovação no Banestes

Banco Estadual do Espírito Santo turbina legado e se prepara para lançar novos produtos e atender melhor os clientes nos 78 municípios do Espírito Santo

Vinícius Cherobino, do ComputerWorld

11/10/2007 às 12h34

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Em poucas verticais de negócios o mainframe tem tanto cartaz quanto no segmento financeiro. Base dos sistemas transacionais, os tradicionais computadores são mantidos atuantes e recebendo investimentos vultosos para dar suporte a um processo de reestruturação. Esse é o caso do Banestes, Banco Estadual do Espírito Santo, que conta com 800 pontos de atendimento em 78 municípios do estado.

Em agosto passado, o banco fechou um contrato para colocar um novo mainframe, no modelo Libra 680, para garantir poder de processamento de mais de oito mil RPM (rotações por minuto, métrica comum para mainframe Unisys), com expectativa de entrada em produção para outubro próximo.

O novo mainframe é a ponta-de-lança de um projeto de reestruturação que está consumindo 10 milhões de reais, com instalação – além do mainframe – de servidores x86 para diversas aplicações corporativas, solução de armazenamento da EMC Symmetrix DMX, além do plano de manutenção de toda essa estrutura.

“O banco está passando por um crescimento muito grande em seus negócios, especialmente nas áreas de microcrédito, de empréstimo pessoal, de desconto de cheques e de crédito rural”, relata Áurea Santana, gerente de infra-estrutura tecnológica do Banestes.

Além de fornecer o mainframe, relata a executiva, a Unisys é responsável também pelo suporte à estrutura, tanto de hardware quanto de software, cuidando do banco em esquema 24 horas por dia nos sete dias da semana. O projeto de reestruturação conta, também, com a aquisição de chaves para dar suporte aos picos de utilização dos sistemas. Agora, a TI do Banestes pode processar a 10 mil RPMs se for necessário.

A nova estrutura é importante para que o banco possa criar novos modelos de negócios, conquistando novos clientes com geração maior de receita. Áurea conta que, para o final de 2007, está previsto o lançamento de um cartão com bandeira própria do Banestes, o que seria impossível no ambiente de tecnologia anterior. “O investimento foi pesado, mas mesmo esse projeto já nasce com contingência em tempo real para evitar qualquer problema”, diz. O mainframe antigo, o modelo Libra 185, foi direcionado para realizar a a contigência do Banestes.

Depois que toda a nova infra-estrutura estiver operacional, o caminho vai estar aberto para novas iniciativas de tecnologia. Áurea comenta os estudos para estender a utilização de VoIP das 60 maiores unidades do banco para uma atuação em telefonia IP em todos os escritórios, além de investigar as novas possibilidades de negócios com a mobilidade, especialmente em pagamentos via celular.

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