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Brasil está seis a nove meses atrás dos EUA em vitualização, diz VMware

Segundo a empresa, País já tem a tecnologia sedimentada, mas falta massa crítica

Taís Fuoco*, do ComputerWorld

13/09/2007 às 19h37

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A América Latina é a região que mais cresce nos negócios da VMware, companhia de software para virtualização de equipamentos, mas a região ainda tem uma base pequena de clientes e “está um passo atrás na adoção da tecnologia”, na avaliação de Javier Carrión, diretor de vendas da companhia para a América Latina.

Em relação ao Brasil, no entanto, ele acredita que a distância em relação ao país sede da VMware, os Estados Unidos, a diferença seja pouca. “O Brasil está a seis ou nove meses atrás em relação aos Estados Unidos. A tecnologia está presente, mas falta massa crítica”, afirmou o executivo, que participa da edição 2007 do VMworld.

Segundo ele, enquanto no mundo todo a VMware atende cerca de 20 mil companhias, na América Latina ela tem hoje algo como 350 clientes, dos quais 110 no Brasil. Grandes corporações como Vivo, TIM, Oi/Telemar, Rhodia, Caixa Econômica Federal, Sadia e HSBC são usuárias da companhia no País.

“Muitas vezes eles começam com projetos simples de virtualização, mas depois ampliam a utilização”, afirmou Carrión. Segundo ele, há muitos bancos e operadoras de telefonia na lista de clientes porque essas companhias são grandes usuárias de servidores. Não existe, no entanto, restrição de tamanho para a adoção do recurso, segundo ele.

De acordo com o executivo, “o tipo de empresa que utiliza a virtualização no Brasil é muito parecido” ao público americano, por exemplo, mas nos Estados Unidos “já existe um ecossistema grande que inclui oferta de soluços para a virtualização”. Isso só agora começa a ser criado na América Latina, como explicou.

A companhia não vende diretamente aos clientes no País, mas tem acordos com os fabricantes de computadores e certifica canais de venda, que ela chama de consultores de negócios. São cerca de 110 deles na América, dos quais 25 no Brasil.  “Estamos fazendo um investimento grande na disseminação desse grupo”, afirmou Carrión sem, no entanto, revelar valores.

Com parte do capital aberto em bolsa desde o mês passado, a VMware também não divulga receita por país, mas informa que, no ano passado, 44% de seu faturamento foi gerado fora dos Estados Unidos. Com base nos resultados do primeiro trimestre, a receita anualizada da companhia foi de 1,1 bilhão de dólares, cifra que em 2006 foi de 704 milhões e dólares.

*A jornalista viajou a San Francisco (EUA) a convite da VMware

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