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Virtualização e Web 2.0 darão o tom da corporação do futuro

Para presidente da Cisco, recursos de colaboração e virtualização vão dar a rapidez necessária para que as companhias do futuro enfrentem a concorrência

Tais Fuoco*, do ComputerWorld

12/09/2007 às 20h49

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O chairman e presidente da Cisco Systems, John Chambers, defendeu há pouco, ao participar da edição 2007 do VMworld, que as empresas usem recursos como virtualização, Web 2.0 e colaboração para ganhar agilidade, reduzir custos e se tornar mais aptas a enfrentar a concorrência.
 
Segundo ele, a atual fase de inovação envolve um novo modelo de vendas e novos serviços, mas exige muito maior rapidez. “Não podem ser meses, anos, mas dias”, afirmou Chambers.
 
A corporação do futuro, na sua opinião, vai usar plataformas abertas, mas seguras, e será muito mais veloz, mais ambientalmente consciente e mais econômica. Chambers acredita, inclusive, que a nova onda de inovação não será liderada pelos países desenvolvidos, mas por nações em desenvolvimento que poderão tirar proveito dos novos recursos para ganhar agilidade e eficiência. Entre os países que poderão liderar essa corrida Chambers citou Arábia Saudita e Índia.
 
Ele deu como exemplo uma viagem que fez ao redor do mundo no ano passado, em que gastou duas semanas, em visita às subsidiárias da Cisco nos demais paises. Este ano, o executivo fez o mesmo trajeto, mas em cerca de três horas, com recursos como telepresença e videoconferência.
 
A Cisco, uma das investidoras que adquiriu ações da VMware na oferta pública da companhia, em agosto, onde a EMC vendeu cerca de 14% do capital total da empresa, anunciou hoje a integração do VFrame Data Center com o VMware Virtual Infrastructure para a nova geração de data centers, que a Cisco chama de “data center 3.0”.
 
Segundo a Cisco, a integração vai permitir a coordenação dos recursos físicos do centro, como a rede, o armazenamento e os servidores, 'a infra-estrutura virtual adquirida da VMware. De acordo com a companhia, a integração vai permitir melhor utilização dos recursos do data center, mais robustez na continuidade dos negócios e maior segurança aos dados.
 
Ao adotar a virtualização em seus próprios data centers, a Cisco afirma ter economizado mais de 200 milhões de dólares no ano passado, de acordo com o executivo. E para mostrar que a estratégia da companhia tem sido acertada, ele provocou a concorrência ao mostrar um quadro com o crescimento do valor de mercado da Cisco.
 
Em janeiro de 1995, a Cisco valia 10 bilhões de dólares na bolsa, enquanto seus 12 maiores rivais valiam, juntos, 71 bilhões de reais. Neste mes, o valor de mercado da Cisco beira os 200 bilhões de dólares (196 bilhões, citou Chambers), enquanto as nove principais rivais valem, juntas, 58 bilhões de dólares.

* A jornalista viajou a São Francisco (EUA) a convite da VMware.

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