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Benefícios da virtualização vão além da redução de custos

VMWare afirma que consumidores mais maduros buscam agilidade e rapidez e que vantagens se aplicam a qualquer tamanho de empresa

Taís Fuoco*, do ComputerWorld

12/09/2007 às 20h32

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Muitas empresas procuram a virtualização motivadas pelos recursos que poderão economizar. As corporações mais maduras, no entanto, afirmam que o maior atrativo é a possibilidade de poder fazer as tarefas mais rapidamente.
A afirmação é de Bogomil Balkansky, diretor de marketing de produto da VMware, em entrevista a jornalistas brasileiros na edição 2007 do VMworld. O software desenvolvido pela companhia permite que um desktop ou um servidor trabalhe como muitos, criando a chamada máquina virtual.
Balkansky citou o exemplo de empresa de energia do Texas, a TXU, que decidiu adotar a virtualização em seu data center e, com isso, reduziu um total de 1000 servidores para 80. Só em hardware a economia foi de 5.816 dólares por aplicação, em três anos.
Junto às economias em espaço, componentes de rede, energia e refrigeração, a companhia texana passou a gerar 8.251 dólares de economia por aplicação. "A redução de gastos é atrativa, mas para um CIO, que trabalha sob pressão constante, a oportunidade de gerar aplicações mais rapidamente pode fazer a diferença", disse ele.
"O tempo de preparação para cada atividade no servidor, que normalmente pode levar cerca de quatro semanas, é feita em cinco minutos na virtualização", afirma Balkansky. Mover uma aplicação para um novo servidor, por exemplo, é uma atividade que pode levar de quatro a seis horas, mas, na infra-estrutura virtual, pode ser feita em um período de dois a cinco minutos. Já o tempo de parada para manutenção do hardware pode ser, segundo ele, completamente eliminado na virtualização, enquanto no sistema tradicional leva entre uma e três horas.
Segundo ele, a virtualização se aplica "a qualquer indústria que tenha um servidor", não importa o tamanho. A companhia tem hoje cerca de 20 mil clientes, dos quais a lista das 100 maiores da Fortune e 840 das 1 mil maiores da mesma publicação. Pequenas e médias empresas, no entanto, representam boa parte da base total, de acordo com o diretor.
A agilidade também foi citada hoje pelo presidente da Cisco, John Chambers, em sua apresentação no VMworld, como um dos fatores que definirão as corporações mais competitivas do futuro.  A Cisco se tornou, inclusive, uma das acionistas da VMware ao adquirir parte das ações oferecidas na oferta pública da companhia, em agosto.

*A jornalista viajou a São Francisco (EUA) a convite da VMware.

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