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Boticário acelera tempo de pagamento nas lojas

Empresa, que trabalha na padronização das franquias desde 2005, já investiu na rede de satélite e modernizou o parque de impressoras

Luiza Dalmazo*

06/09/2007 às 14h59

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Dia das mães, dos namorados ou até no Natal, a fila de pagamento na loja é comum. Para reduzi-las e melhorar a experiência do cliente nas lojas, o Boticário começou um 2005 um projeto de padronização da rede de franquias que hoje fez com que o tempo de pagamento – chamado na empresa de check out – fosse reduzido em 80%.
Inicialmente, para a integração das lojas, a companhia investiu em um projeto de comunicação via satélite, porque é rápido e porque o que da melhor forma atingia a todos os pontos do Brasil. Mas o que mais impactou na aceleração dos pagamentos, segundo o coordenador de operações da organização, Joel Torres, foi a redução no tempo de impressão dos recibos no caixa.
Torres conta que antes a transação levava cerca de um minuto, mas se somava ao tempo de apresentação dos documentos, a transação com os bancos e também as trocas de bobinas da impressora. “Em sábados algumas franquias chegavam a trocar cinco vezes as bobinas”, relata.
Para resolver a questão, a central do Boticário fez um acordo com a Bematech, que forneceu novas impressoras, que não provocam ruídos e diminuíram o tempo de impressão em 40%, o que faz com que hoje o tempo de impressão não passe de 15 segundos. “Além disso, temos um contrato de prestação de serviços, em que o fornecedor se comprometeu a atender a chamados em 92% dos pontos do Brasil em até oito horas”, diz.
O investimento no projeto foi basicamente nos equipamentos de teste. “Podemos considerar nulo, porque o custo das máquinas das lojas foi pago por cada franqueadora e ficou em 2250 reais”, afirma. Entre os demais benefícios, Torres conta que houve uma redução de 40% no consumo de papel e de 80% no custo de manutenção.
Até agora, 60% das franqueadoras aderiram à iniciativa e a previsão é que em mais um ano todas as lojas tenham aderido ao projeto.

*Luiza Dalmazo é repórter do ComputerWorld

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