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Governança de TI é prioridade até 2008

Segundo estudo da IDC, outras preocupações são melhoria da gestão de serviços de TI e aprimoramento do modelo de gestão de portifólio

Camila Fusco*

30/08/2007 às 14h10

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Projetos de governança em tecnologia da informação são prioridade para a maioria das grandes empresas brasileiras entre os anos de 2007 e 2008, revelou pesquisa da IDC encomendada pela Compuware.
Segundo o estudo, que teve respostas de 50 grandes empresas do País, 60% dessas companhias elegeram ações desse tipo como principal objetivo para o período. Na seqüência aparecem a melhoria da gestão de serviços de TI a partir da perspectiva dos usuários finais – citada por 58% da amostra – e aprimoramento do modelo de gestão de portifólio de TI, mencionado por 50%.
Na divisão por tipos de projeto, o levantamento apontou que sistemas de gerenciamento de serviços de TI estão entre os que devem passar por uma expansão no ano que vem em 52% das empresas. Entre eles incluem-se sistemas para gerenciamento de níveis de serviço e de negócios; soluções para desempenho de aplicativos de missão crítica e gerenciamento do ambiente de produção.
Ferramentas para gerenciamento do ciclo de vida de aplicações também são outro ponto de investimento das companhias, assim como soluções para gestão de portifólio de TI. Tais sistemas devem passar por ampliação até 2008 em 48% e 38% das companhias, respectivamente.
De acordo com Fernando Aires, analista do mercado de software da IDC, a pesquisa mostrou que boa parte das empresas entrevistadas já possui soluções de governança e integração com negócios, conforme indica as prioridades. No entanto, muitas ainda não sabem como aproveitá-las em sua totalidade.
“A maioria delas possui pelo menos uma solução que tenha esses objetivos: governança e alinhamento. Mas quando entramos em detalhe sobre quais os problemas ainda precisam ser resolvidos, percebemos que o nível de maturidade ainda deixa a desejar. Muitas, por não saberem ainda como aproveitar melhor essas ferramentas, acabam usando as soluções para resolver problemas pontuais, não mantendo uma visão de longo prazo sobre governança”, ressalta.
O levantamento mostra ainda, segundo Roberto Gutierrez, diretor de consultoria da IDC, que as empresas estão buscando soluções mais integradas em suas novas compras, capazes também de exibir métricas que apontam tecnologia como negócio.

Prioridade para quem?
Por outro lado, a pesquisa mostrou que ainda existem contradições no que diz respeito às prioridades da área de TI e os projetos que, de fato, já têm orçamento definido. No caso de governança, por exemplo, embora as iniciativas sejam colocadas no topo da lista, 47% das empresas ainda não têm orçamento alocado para este investimento.
“Resultados como esse que mostram que a área de TI está com dificuldade em priorizar seus projetos do ponto de vista da perspectiva do negócio”, assinala Adriano Alves, vice-presidente de Serviços para América Latina da Compuware.
Roberto Carvalho, diretor de Estratégia de Mercado para América Latina da companhia, ressalta também que não se trata de convencer o usuário de que aquele projeto é importante, mas sim de chegar a um nível de amadurecimento em que a iniciativa seja acordada também com a área de negócios. “A empresa só conseguirá fazer isso se conseguir envolver não só a área de TI na especificação dos projetos, mas também a divisão de negócios”, atesta.
Para Gutierrez da IDC, entretanto, essa disparidade pode significar que o orçamento para determinado projeto esteja diluído na verba do departamento. “Não necessariamente o projeto não esteja recebendo investimentos. O orçamento pode estar diluído na verba do departamento em questão”, destaca.

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