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Seis chaves para ter uma equipe inovadora

Antes de inovar, TI precisa construir uma infra-estrutura sólida e demonstrar conhecimento do negócio

Por Diann Daniel

24/08/2007 às 12h55

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O CIO Steven Agnoli é um sócio completamente inovador do escritório global de advocacia K&L Gates. Estar nesta posição – que ajudou a companhia a estar entre as 100 melhores da revista CIO americana – requer um balanço de prática, criatividade e uma dose de habilidades sutis.

1 – Construa uma base sólida para TI. Você precisa adotar regras básicas antes de começar a pensar em inovação, diz Agnoli. Para chegar lá, precisam ser entregues operações fortes e uma infra-estrutura que transcorra perfeitamente. "É muito difícil gerar transformações sem esta base", diz. Se você não está mantendo as coisas nos trilhos no tempo certo, você não terá tempo para se dedicar à inovação.

2 – Forme uma equipe de TI que inspire confiança. Uma equipe com boa capacidade de comunicação faz todas as pessoas do negócio confiarem em seu potencial. Do help desk ao CIO, todos devem ser responsáveis pelos usuários. Se há um problema, os clientes internos devem ter a tranqüilidade de que tudo será solucionado e voltará a funcionar. Ter clientes frustrados porque não conseguem usar seus computadores – porque nada foi feito para prevenir os problemas –, combinado com a falta de atenção do departamento de TI, não inspira a confiança que a área precisa para ir além do básico. 

3 – Esteja de acordo com o negócio. Tenha certeza de que você está alinhado ao que a empresa espera. Algumas companhias são muito progressivas, outras são mais cautelosas, alerta Agnoli. Da mesma forma, sua estratégia de TI precisa estar focada em facilitar o caminho até os objetivos do negócio. Você precisa estar no mesmo pé do negócio. "Se eles continuam olhando para trás e nós estamos no mesmo lugar, há um problema".

4 – Fale a língua dos negócios. "Nós não falamos em tecnologia pura a partir do momento em que o jargão técnico passa a alienar os que são de fora do departamento". A chave é falar com o negócio sobre tecnologia em termos de solução prática do problema. Para chegar a qualquer lugar, a pessoa precisa entender o que você está dizendo. "Nós temos uma regra de não falar em acrônimos", diz. "É muito fácil para TI se esconder atrás do 'tecniquês'".

5 – Explique o problema. Falar a linguagem do negócio é muito mais do que traduzir informações técnicas, é literalmente dizer qual é o problema e qual a solução de forma separada, independente da tecnologia. Em alguns casos, é uma questão de simples gerenciamento de projetos. Primeiro, você tem que trazer as pessoas certas e falar sobre o que está tentando solucionar. Somente a partir daí – uma vez que você sabe quais as soluções e os problemas –, fala-se sobre ferramentas que podem auxiliar. "Muitas vezes, as pessoas tentam solucionar o problema antes de saber o que é", diz. O problema, afirma, é que "quando a única ferramenta que você tem é um martelo, tudo parece prego". "Às vezes, a solução é a mais moderna tecnologia. E, outras vezes, é o mais simples. Isto é a razão de focarmos no que tentamos solucionar e para quem. Só depois devemos pensar na tecnologia correta". 

6 – Divida os grupos em objetivos diários. No escritório K&L, ter estes grupos faz com que seja mantido o foco nas áreas com maior demanda sem interromper a atenção aos problemas pontuais, diz Agnoli. Dividindo as tarefas, cada grupo se concentra melhor em sua ação. Lembre que, ao fazer tal divisão, você precisará manter uma excelente comunicação com todos os grupos. Ao tomar estas atitudes básicas, você dará à sua equipe a chance de ser fundamental para o sucesso da companhia.

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