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CIOs precisam se colocar em seus lugares

De acordo com vice-presidente e analista emérito do Gartner, Donald Feinberg, CIOs brasileiros precisam se posicionar em segundo nível nas companhias e apoiar as áreas de negócios

Por Luciana Coen, do Computerworld

21/08/2007 às 16h34

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Especialmente no Brasil, CIOs precisam se colocar em segunda posição na escala das companhias. Se eles continuarem se sentindo parte do negócio, as empresas vão começar a ter problemas.
Quem afirma é Donald Feinberg, vice-presidente e analista emérito do Gartner, em coletiva de imprensa na XII Conferência Anual do Gartner sobre o Futuro da Tecnologia. "Se continuarem se sentindo parte do negócio, os CIOs vão prejudicar suas companhias", afirma o executivo. "Eles não entendem do negócio."
De acordo com ele, atualmente é mais fácil ensinar um homem de negócios a dirigir tecnologia do que fazer o caminho oposto. "Todo mundo hoje cresce aprendendo tecnologia", justifica. Para Feinberg, esta é uma tendência que ocorre essencialmente na América Latina e mais profundamente no Brasil.
Um dos pontos mais críticos é a forma como têm sido utilizados os sistemas de BI (Business Intelligence). Estes sistemas só serão implementados com sucesso, segundo o analista, quando as áreas de negócios dirigirem os projetos estratégicos de BI e a área de TI trabalhar como apoio a eles. "Enquanto os projetos de BI foram liderados pela tecnologia, eles não farão diferença nas empresas", afirma Feinberg, enfatizando que "TI não pode dirigir a companhia".
Ellen Kitzis, vice-presidente de pesquisa do Gartner e especialista em liderança, reforça e aprofunda os comentários de Feinberg. "Mesmo como suporte às áreas de negócio, líder de TI precisa mudar para um líder de negócios", diz Ellen. O antigo gerente de TI, que entregava tecnologia pura, agora precisa entregar perfomance, por meio de sistemas da informação.
Ambos pontuam que há excessões em todos os setores da indústria e especialmente na vertical de serviços financeiros ou em companhias como eBay ou Submarino, em que a tecnologia se mistura ao negócio. "De toda forma, o mais importante é que estes líderes de negócios assumam suas responsabilidades como apoio ao negócio - e não parte dele -, e tenham mais foco em processos e menos em consequências", diz Ellen.

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