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Seis coisas que você precisa saber sobre o desenvolvimento de aplicações móveis

Aprender com os erros cometidos nos PCs, saber o que os usuários de campo precisam e ter em mente o tempo de duração da bateria são fatores que devem ser levados em conta pelos desenvolvedores

Por Computerworld

21/08/2007 às 10h49

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As aplicações móveis estão se movendo para além dos e-mails nos celulares que podem ser checados em tempo real e chegam a funcionalidades ligadas a aplicações ligadas diretamente nos servidores corporativos.

Os equipamentos móveis estão, dessa forma, tornando-se uma interface de inteligência para aplicações corporativas capazes de capturar e armazenar informações localmente e depois trocar dados com a companhia quando a conectividade estiver disponível. Acompanhe a lista de dicas preparadas pelo CW americano para os desenvolvedores que atuam nesse segmento.

Número 1: Não se trata mais de um brinquedo
A primeira coisa que as companhias de TI precisam entender é que os handhelds não são mais apenas brinquedos de executivos – uma forma de se manter em contato com o escritório a partir da praia, por exemplo. Elas são ferramentas de produtividade real e ação, diz Steve McCorry, diretor técnico para a PSM Mobility em Londres.

“A primeira coisa que as pessoas da área de serviço fazem todas as manhãs é chegar no escritório e pegar suas prioridades de trabalho e depois, no final do dia voltam ao escritório para passar tudo para o papel”, diz McCorry. Portanto, em todo o tempo que gastam dirigindo ou se deslocando do e para o trabalho eles não estão sendo produtivos, segundo ele.

A PSM Mobility é um revendedora de handhelds resistentes (a choques e vibrações) para corporações que prestam suportem em campo. A companhia começou vendendo hardware e se transformou em uma desenvolvedora de aplicações customizadas para suportar as necessidades dos clientes.

O que os clientes frequentemente querem é um produto que digitalize e automatize a troca dessas ordens de trabalho entre a central e o pessoal de campo, de forma que eles possam começar o seu dia com sua primeira tarefa e terminar com a última. O produto é tipicamente um equipamento que pode conectar-se com os despachos da corporação por uma conexão segura de internet. E isso tem o benefício extra de poder redirecionar serviços pessoais durante o dia para responder a emergências. Isso por si só aumenta a produtividade e pode facilmente justificar a compra desse tipo de equipamento.

Número 2: Não repita erros que aconteceram na revolução dos PCs
O segundo ponto a ser reconhecido é que a TI não quer repetir nos handhelds os erros que aconteceram durante a revolução dos PCs. Especificamente, a área de TI não quer que esses equipamentos se tornem pequenas ilhas de automação com um mínimo de conectividade. Depois de 25 anos do primeiro PC da IBM, muitas organizações ainda estão se esforçando para obter informações corporativas vitais presentes em documentos de papel e colocá-las em aplicativos de rede.

Mas simplesmente o acesso baseado em browsers não é suficiente para aplicações em servidores corporativos em parte porque, mesmo com equipamentos multibanda (WiFI e celular), a área de TI não pode garantir conectividade universal em todos os locais, com demandas de aplicações baseadas em browser. O equipamento precisa ter a capacidade de armazenamento e, como uma extensão, processar dados localmente nos momentos em que a conexão falhar e ter a capacidade de transmitir aqueles mesmos dados quando a conexão for restabelecida.

Além disso, nem a estratégia de stand-alone nem a baseada em browser fornece a flexibilidade que o ambiente de campo normalmente demanda. E a terceira coisa que a TI precisa saber sobre equipamentos móveis é manter sua mente aberta a novas opções, segundo McCorry. E a chave para fazer isso e simplificar e acelerar o desenvolvimento de aplicações em handhelds é o middleware, especialmente a plataforma Agentry da Syclo LLC.

Por exemplo, um dos clientes da PSM Mobility instalou milhares de desktops na companhia.Ele queria uma aplicação de gerenciamento de ativos que rastreasse todo o hardware e o software instalados, assim como suas gravações de dados e as dos seus clientes. “O desafio foi que eles trabalhavam com uma grande variedade de organizações, desde grandes bancos que queriam precisão na contabilidade dos ativos,  até companhias menores”, afirma.

Como resultado, os dados capturados e parâmetros reportados são diferentes para cada cliente e algumas vezes o cliente pode mudar as requisições de informações no meio de uma transação. “Aplicações de handhels tendem a ser bastante inflexíveis, então acomodar essas mudanças pode ser difícil em soluções baseadas em handhelds”, de acordo com McCorry. As soluções da PCM usam a plataforma Agentry para construir uma forma facilmente customizável de interface do handheld ligado à rede e ao banco de dados da companhia.

Outro cliente que provê o gerenciamento de escritórios e faz a manutenção de edifícios, inicialmente veio à PCM a procura de sistemas móveis para seus times de manutenção de campo fazerem suas atividades de billing. “Eles tinham um cliente que reclamava que aquelas pessoas não estavam gastando tempo suficiente em suas localizações”, conta. Então, o problema era na verdade como provar que havia alguém no local em determinado local e data. A solução foi usar um handheld com um GPS embutido, neste caso o Symbol MC70. A Syclo tem uma ferramenta que permite a você capturar a gravação das coordenadas do GPS como parte das prioridades de trabalho para provar que eles visitaram os locais quando estavam previstos a fazê-lo.

Número 3: Handhelds têm capacidades especiais
Isso ilustra a terceira questão. Como os PCs têm seus próprios grupos de aplicações, diferentes dos servidores, os handhelds representam uma nova classe de computação com suas capacidades únicas. Em grande parte, são baseadas em locais, tanto para capturar dados nos eventos ocorridos quanto para prover informações sobre os arredores. Por exemplo, handhelds podem ser usados para capturar informações sobre a localização de um grupo de trabalho em horas específicas , o que eles fazem, incluindo imagens de código de barras de equipamentos instalados ou partes substituídas – e assinaturas de clientes que verificaram a finalização de ordens de trabalho.

Número 4: Diferentes necessidades físicas no campo
O quarto ponto que a TI precisa saber, alerta McCorry, é que os trabalhadores em campo têm diferentes necessidades físicas no handheld. Se eles são pequenos, finos e frágeis não são adequados para pessoas que passam seus dias com grandes e pesadas ferramentas. Da mesma forma, eles precisam de algo que possam carregar no cinto ou no bolso. Eles não têm as mãos livres para carregar um Tablet PC ou um notebook. “O MC70, por exemplo, tem um formato ideal para esse tipo de profissional”, acredita McCorry.

Número 5: Dispositivos inteligentes resultam no desejo de novas aplicações
Uma vez que os profissionais em campo têm equipamentos inteligentes, ele vão rapidamente começar a pedir por mais aplicações. Pessoas móveis frequentemente precisam monitorar seus gastos e a quilometragem para prestar contas à corporação. Por que, então, não desenvolver uma aplicação que lhes deixe capturar esses dados na medida em que acontecem e reportá-los diretamente nos aplicativos da contabilidade na matriz?

Esses funcionários também precisam, com freqüência, carregar uma biblioteca de serviços manuais. Se isso puder ser digitalizado e colocado em um pen drive ou cartão de memória, a empresa pode eliminar a necessidade de impressão e distribuição manual de papéis e automatizar a atualização por meio de downloads para assegurar que todos tenham a versão mais recente. E os profissionais sempre terão as informações que eles precisam na mão. Portanto, quando selecionar um equipamento para padronizar o trabalho, pense sobre expansão.

Número 6: A duração da bateria é vital
Finalmente, o tempo de duração da bateria é vital para equipamentos que pretendem ser usados em campo e sem lugares próximos para serem recarregados durante todo o dia. Obviamente, o equipamento mais capaz adianta pouco se a bateria se esgotar ao longo do dia no caminho do local desejado, o que é outra razão para que os tablets não sejam frequentemente uma boa alternativa para executivos em campo, já que com sua tela grande eles tende a ter uma bateria capaz de durar três ou quatro horas. “A vida das baterias melhorou muito ao longo dos anos, mas o número de periféricos que precisam de energia cresceu na mesma proporção”, ressalta McCorry.

A chave, ele diz, é otimizar o dispositivo para ampliar ao máximo o tempo de vida da bateria. Com recursos como WiFi, Bluetooth, celular e infra-vermelho rodando constantemente, a bateria pode durar apenas três horas. Mas por meio de ajustes, o gerenciamento de funções pode desativar algumas dessas funções e ativá-las somente quando necessário. Assim, o tempo de vida da bateria pode estendido para o dia inteiro. Por exemplo, só ativar o WiFi e o celular quando for preciso e só ligar o infra-vermelho quando o código de barras estiver aberto.

De modo geral, os handhelds estão se tornando o objetivo final, “a ponta de lança” no nível de serviço da arquitetura de aplicações, estendendo a inteligência da máquina e a eficiência que traz às operações que nunca conheceram computadores antes. Hoje, isso pode oferecer uma vantagem competitiva para organizações que dão foco às aplicações primeiro para aumentar a eficiência e para reduzir custo. No futuro, inevitavelmente, eles vão se tornar uma necessidade competitiva, particularmente em indústrias com grande número de pessoas em campo e implementadores “tardios” correm o risco de ficarem para trás na corrida competitiva.

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