Home > Tendências

Executivos tentam justificar uso de web 2.0

A utilização de wikis, blogs e RSS em empresas é mandatória. Mas as métricas tradicionais de retorno precisam ser revistas, diz Forrester

Computerworld/EUA

20/08/2007 às 10h11

Foto:

William Hayes está trabalhando em um projeto-piloto, com o qual ele espera que a empresa-cliente ganhe wikis, blogs e serviços RRS por meio da Universidade de Cambridge. Seu cliente é a empresa do setor farmacêutico Biogen.
No entanto, Hayes, que é sócio-diretor da biblioteca de literatura e informática da universidade, sabe que provar o valor de ferramentas Web 2.0 para a alta direção será difícil usando as métricas tradicionais de retorno sobre investimento.
Como parte do projet-piloto, o executivo e seu time estão criando uma wiki com conteúdos gerados a partir de buscas feitas dentro da empresa, com feedbacks trazidos por estas buscas. O projeto também prevê que pessoas cadastradas recebam RSS todas as vezes que informações sobre novas drogas forem postadas online.
Outro exemplo de utilização dessa nova tecnologia é a corretora de valores TradeKing, que montou um sistema interno de redes sociais (como FaceBook ou Orkut) para discussão sobre investimentos e estratégias com o mercado de ações.
Don Montanaro, o presidente e CEO da companhia, afirma que a TradeKing tem usado recursos de Web 2.0 desde 12005 porque seus fundadores sempre viram a tecnologia como componente fundamental para montar o que chama de compra e venda de ações online da próxima geração.
Com esta visão, Montanaro não tem a cobrança tão forte por benchmarkings de retorno. No entanto, sua percepção é que a utilização de ferramentas Web 2.0 melhora consideravelmente o relacionamento com clientes. "Nós acreditamos nisto", afirma.
O analista da Forrester Research Oliver Young acredita que a dificuldade de provar o retorno financeiro de ferramentas Web 2.0 é o principal desafio do uso corporativo desta tecnologia. De acordo com uma pesquisa feita em junho pela Forrester, 63% dos 275 gerentes de TI respondentes afirmaram que ainda usam os benchmarks tradicionais de ROI, como custo total de propriedade, para avaliar os benefícios dessas ferramentas.
Diante disto, o que Young acredita é que companhias que pretendem começar projetos com esta tecnologia busquem o sistema de software-as-a-service, que é um modelo que ajuda melhor a calcular ROI.

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail