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BI no dia-a-dia do Itaú

85% dos gestores acessam diariamente as informações antes de tomar suas decisões

Cláudia Boscoli

01/08/2007 às 12h09

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Em 2003, o Banco Itaú, que conta com quase três mil agências e dois mil pontos de atendimento espalhados pelo País, decidiu implantar um projeto de Business Intelligence (BI) a fim de permitir aos gestores uma visão do negócio como um todo e em tempo real. Quatro anos depois, o resultado é que, diariamente, 85% dos que têm acesso entram no sistema, seja por intranet ou internet, antes de tomar decisões. Considerando que o uso do BI é uma opção profissional e não uma imposição corporativa, a porcentagem é bastante significativa.
Foi durante um evento de tecnologia que os profissionais de TI do Itaú tomaram conhecimento de uma solução Cognos para BI, com gerenciamento de relatórios, painéis de controle e indicadores estratégicos. Apostaram na idéia, mas consideraram que a melhor maneira de garantir o retorno rápido do investimento seria chamar gerentes operacionais, superintendentes e diretores a participarem de forma ativa.
Assim foi feito e até o nome da ação ficou a cargo dos executivos que, por eleição, batizaram o projeto de Guia Operacional – Gestão Unificada de Informações de Agências. "O envolvimento constante foi fundamental para o sucesso", revela o gerente de processos, Manoel Alexandre. "BI é suporte à gestão. Poder medir e interpretar dados a favor do negócio é muito positivo. Conseguimos disseminar essa idéia, criar a cultura", completa.
O Guia Operacional foi dividido em etapas. Na primeira delas, os gestores de cada setor eram chamados a elencar os processos que pediam acompanhamento. A cada novo passo, eles eram novamente contatados para realizar testes e, em duas semanas, precisavam dar um feedback do que precisaria de ajuste. Desta forma, a consolidação da base de dados se deu sem traumas. "Realizamos entrevistas com os clientes internos para verificar as necessidades de informação e de atualização. Com base nisso, definimos o escopo. Do planejamento à implantação, foram seis meses. Mas o retorno das impressões e as adequações prosseguem até hoje", conta.
Alexandre diz que, com o BI, foi possível planejar, diagnosticar problemas e implantar ações eficazes, bastante focadas. Foi possível, por exemplo, otimizar a alocação dos recursos nas agências, o que resultou numa melhoria do atendimento e na diminuição das filas. O projeto se pagou no primeiro ano e, desde então, tem gerado benefícios como aumento da produtividade em 20% e cerca de 10% de redução de custos.

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