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TI x crise aérea

Como as empresas estão usando tecnologia para reduzir a dependência da infra-estrutura aeroportuária em tempos de colapso

Thais Aline Cerioni

30/07/2007 às 20h28

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Se nos últimos meses as viagens aéreas eram sinônimo de tormento graças às horas de espera nos saguões e à possibilidade de cancelamento dos vôos, o acidente que aconteceu há duas semanas no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, envolvendo um Airbus da TAM tornou a situação ainda mais delicada. Agora, além dos atrasos, a preocupação com a segurança torna-se mais um empecilho aos deslocamentos em aviões.
Para os departamentos de TI de grandes corporações, a crise aérea é mais um fator que, somado a outros, vem trazendo aos holofotes uma tecnologia não muito aproveitada até agora: a videoconferência. “Acredito que a videoconferência estava adormecida e deve crescer muito nos próximos anos, tanto nas empresas que trabalham nacionalmente quanto nas que trabalham em nível internacional”, prevê Reinaldo D’Errico, superintendente de tecnologia da informação da Indiana Seguros.
Em sua opinião, trata-se de uma tecnologia extremamente viável financeiramente e que, por conta do caos do setor aéreo, deve ganhar espaço. “Hoje mesmo participei de uma videoconferência pois, devido à situação, não conseguimos ir para o Rio para a reunião”, conta. Marcos Pelaez, CIO da Companhia Siderúrgica Nacional, também observou aumento de demanda pela infra-estrutura existente de videoconferência. “Porém, diria que (ainda) não se trata de um movimento tão significativo a ponto de se ter de criar novos serviços ou realizar outros investimentos”, avalia.
Na verdade, o caos aéreo é apenas um “empurrãozinho” para uma tecnologia já madura e que representa um grande potencial de redução de custos para as empresas. Com a queda do preço da conectividade e a evolução das soluções de videoconferência, a tecnologia estava prestes a entrar – quando já não estava – na agenda dos CIOs. De acordo com Fábio Faria, VP de tecnologia da informação da Votorantim, a padronização da tecnologia já estava no planejamento 2007 e os últimos acontecimentos foram apenas um acelererador. “Principalmente depois do ultimo acidente, já participei de três reuniões que falam em incrementar os recursos de áudio e videoconferência na companhia. O assunto está bem quente dentro da organização, é uma prioridade.”, garante, explicando que os planos vão desde a instalação de salas de conferencia até soluções mais simples, baseadas em softwares de colaboração on-line e webcams.

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