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Atalho para a Bolsa

Tecnologia é o coração dos negócios da Win, corretora que pretende ser a porta de entrada da Bolsa de Valores para novos investidores

Thais Aline Cerioni

20/07/2007 às 11h53

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Para muitos, investir na bolsa de valores é um mistério restrito a especialistas, que detêm informações privilegiadas e têm muita coragem para jogar com o dinheiro. Com o advento do home broker (instrumento que permite a negociação de ações na Bovespa via Internet), diversas pequenas corretoras invadiram o mercado com o objetivo de atrair novos investidores para o mercado de capitais. É o caso da Win, braço de investimentos on-line da Alpes Corretora que, nascida em setembro de 2006, já se posiciona entre as dez maiores da Bovespa em volumes de investimento.
De acordo com o diretor de TI da empresa, Roberto Lee, a tecnologia é a base dos negócios e, ao mesmo tempo, o principal diferencial. “O que temos é muito diferente do que costuma existir em instituições financeiras”, compara. “Aqui, a tecnologia está muito próxima do cliente, trabalhamos para entender e suprir as necessidades do usuário. Fazemos sistemas que ajudam as pessoas a manusear e entender seus investimentos.” Segundo ele, a empresa explora ao máximo as possibilidades oferecidas pela internet, o que expande sua capacidade de atender o varejo.
O discurso de Lee reflete-se no investimento destinado à tecnologia, classificado pelo executivo como “de alguns milhões de dólares”. “Foi um investimento muito forte, mas a margem do mercado financeiro merece”, explica. Os bons resultados já apareceram e a companhia, que imaginava ter retorno do investido em março de 2008, agora prevê payback até novembro deste ano.
No front office, a tecnologia aparece principalmente na forma do Winny, plataforma desenvolvida internamente que oferece todas as ferramentas necessárias para o usuário fazer uma transação na Bolsa. Lee explica que o sistema foi criado com base na expertise da equipe da corretora em mercado de capitais e nas demandas dos investidores on-line. “Trata-se de uma plataforma pequena e amigável, que serve tanto para quem entende do mercado quanto para quem nunca ouviu falar de bolsa de valores”, garante, contando que uma versão para dispositivos móveis estará disponível em breve.
Além da Winny, o portal da corretora oferece outras ferramentas para análise de dados, assim comoinformações sobre o mercado e um fórum para troca de experiências e debates sobre os investimentos. A usabilidade do site, de acordo com o executivo, é garantida pela interatividade com os clientes. “Todas as paginas tem botão de feedback, então, os usuários ajudam a acabar com todos os possíveis bugs”, explica.
Por trás do site, uma robusta estrutura suporta as operações. A equipe de TI representa um terço da força de trabalho da corretora e é a responsável pela criação e manutenção das aplicações, cujos elementos foram estruturados em módulos para possibilitar inserção de novas funcionalidades sem impacto nas operações. Dois data centers redundantes hospedam servidores clusterizados e com balanceamento de carga, que têm como objetivo garantir a alta disponibilidade dos serviços, apontada pelo diretor como uma das principais preocupações da Win.
“Nunca perdemos um cliente, principalmente por conta da disponibilidade”, comenta Lee, explicando que esta questão foi um dos motivos que fez a corretora manter toda a TI dentro de casa. “Trata-se de um mercado muito sofisticado e muito especifico. Perder o controle de tecnologia, seria perder o controle do core business”, garante. “Deixar dentro de casa, nos deu um tempo de resposta em manutenção e em atualizações extremamente relevante, que nos dá conforto e confiança. E que explica muito o nosso crescimento.”

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