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GIS baseado em web

Prefeitura de Porto Alegre busca integrar geoprocessamento a um custo menor

Cláudia Zucare Boscoli

19/07/2007 às 13h02

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Com diversas secretarias fazendo uso, cada qual a seu modo, do processamento de informações georeferenciadas (geoprocessamento), a Prefeitura de Porto Alegre partiu em busca de uma solução que conseguisse integrar os bancos de dados de todos os órgãos ou, ao menos, tornar possível a interoperabilidade entre eles. "Temos a Secretaria de Planejamento, o Departamento Municipal de Águas e Esgotos, a empresa de transporte e outros que precisam destes mapas em seus processos operacionais", explica o gerende de TI e serviços, Éderli Riella.   
A alternativa que se mostrou mais econômica e, exatamente por isso, mais viável, foi partir para uma fase de testes de compatibilidade com o GIS (Geographic Information System) iSmart, da irlandesa eSpatial. Desenvolvido em plataforma web, com padrão Java, e sendo compatível com os principais sistemas operacionais do mercado, ele permite a análise, edição e publicação das informações na internet ou intranet.
O grande diferencial prático desta para as demais tecnologias fica mesmo por conta do preço. A gaúcha Geotec promete distribuí-lo por aqui a valores 70% mais em conta do que as soluções não-web – um projeto standard está na faixa dos 60 mil reais.
Nos próximos 60 dias, a Prefeitura pretende ter a resposta do projeto-piloto, iniciado no começo do ano. "Acreditamos que a relação custo-benefício será bastante favorecida e que haverá também uma democratização das informações graças ao sistema", aposta Riella.

Uso corporativo
Na visão da Geotec, a geoinformação não é útil apenas para administrações públicas, agribusiness e acompanhamento ambiental, como é mais comumente aplicada. Num outro uso possível do iSmart, o diretor de marketing e vendas da Geotec, Marco Fidos, cita uma rede imaginária de varejo que, pelo custo das licenças, nem chegaria a cogitar a adoção do GIS. "Com o barateamento, um gerente pode ter 2.500 vendedores espalhados pelo País que vai conseguir detectar, com mais clareza, se há problemas e quais são. Ele passará a ter um documento de apoio para as suas estratégias. Ficará mais fácil saber se a falha é da logística, dos altos preços ou do atendimento", exemplifica.

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