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O futuro profissional de TI para uma headhunter e um CIO

Tendências nascem e morrem em tecnologia com uma velocidade alucinante. Saiba o que você precisa saber, na opinião de uma headhunter e de um CIO, para sobreviver no mercado

Vinícius Cherobino

19/07/2007 às 12h26

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Na terceira parte do especial sobre carreira, você encontra a opinião de Danielle Sarraf, advogada e headhunter, e de Fernando Birman, diretor de TI da Rodhia para América Latina, sobre quais características um profissional de tecnologia da informação deve ter em 5 anos.
Conheça as idéias de Danielle Sarraf, advogada e headhunter, e de Fernando Birman, diretor de estratégia e CRM da Rhodia, sobre como Software como Serviço (SaaS), terceirização e offshoring, além das diversas tecnologias-base da Web 2.0 vão influenciar a formação e os requisitos exigidos para os tecnólogos, definindo também como elas vão afetar a contratação destes profissionais nos próximos cinco anos.
Flexibilidade. Para Danielle Sarraf, advogada e headhunter, a característica fundamental que todas essas revoluções estão trazendo é a flexibilidade. “Do ponto de vista de tecnologia pura, os conhecimentos técnicos são pressupostos. Começa a fazer diferença aquele profissional sênior que entende que o comportamento não pode ser o mesmo de quando ele começou a carreira”, comenta.
Já para Fernando Birman, da Rodhia, a internet vive se recriando, o que faz da Web 2.0 apenas a mais nova onda. “Acima de tudo, o profissional precisa estar atento ao que está sendo falado e usado. Só assim, depois de incorporar as novidades, ele precisa colocar isso em prática”, acredita. Para ele, o coordenador da área possui uma tarefa ainda maior: analisar como as empresas concorrentes estão usando as novas ondas para buscar a melhor solução interna.
Sarraf ressalta que insistir em estratégias que deram certo no passado pode ser fatal. Ela argumenta: “Exigir que o funcionário que cresceu com a internet obedeça à rígida definição de horários mostra o quão distante da realidade está seu chefe direto”. Birman concorda. Para ele, a pessoa mais ameaçada com as novas tendências são aqueles profissionais que estão empregados e são contra mudanças. “Não precisa falar para um garoto: ‘vai ver o YouTube ou o MySpace’. O desafio é a média gerência entender e dar espaço para esses novas idéias”, diz.
Segundo Sarraf, o jovem hoje é multi-tarefa, acostumado a fazer diversos trabalhos ao mesmo tempo. “Antes, era impensável ter alguém navegando e trabalhando ao mesmo tempo, eram tarefas incompatíveis”, diz e acrescenta: “hoje, a maneira de adquirir conhecimento mudou. Navegando, você está se informando e criando a base para trabalhar melhor. De qualquer forma, não sei se o mercado de trabalho atual está pronto para essas pessoas”.
Mas quando essas pessoas que praticamente nasceram conectadas tornarem-se a maioria? Sarraf acredita que, neste momento, o conflito de gerações só vai ser equacionado quando houver empatia entre os lados. “Os jovens precisam assumir o papel de agentes da transformação, com mais responsabilidades, e entender a importância de sua função na empresa. Os mais velhos precisam usar a experiência para se adaptar e continuar líderes”, arremata.
Birman destaca como as exigências estão aumentando para os profissionais de tecnologia. Mal acabou de ser implementado as primeiras soluções de segurança e de governança, aponta o executivo, já surgiu uma nova onda que demanda atualização. “A Web 2.0 mudou o patamar e pegou as corporações travadas. Não vai ser fácil para o CIO, ele precisa montar o quebra-cabeça e abraçar a tecnologia”, completa.

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