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O verdadeiro valor da TI

Precificar os serviços da área e repassá-los aos demais setores da empresa é o melhor caminho para alcançar a excelência

Mark J. Denne

11/07/2007 às 13h14

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Se a TI precisa ser percebida como um valor do negócio, ela deve ter um preço. E a melhor forma de chegar a ele é medir a utilidade de seus serviços. Com sólidos conhecimentos sobre os custos, as facilidades e as economias que a TI gera para todas as demais áreas da empresa, o CIO pode usar seu orçamento de maneira estratégica: para comprovar o alinhamento às metas e também para facilitar o gerenciamento dos recursos. Pode, até mesmo, repassar os custos para os orçamentos dos outros.
Há diferentes modelos de mensuração que podem direcionar à eficiência. Confira quatro deles:

Preço de assinatura – É o mais simples e usa o tempo como medida. Para tanto, seleciona-se uma determinada operação e verifica-se quanto ela demanda de dinheiro e gera de lucro em determinado período de tempo (um ano, por exemplo). Depois, pega-se o valor e divide-se pelo total de usuários que dela se utilizam. Por exemplo, se um serviço custa R$ 60 mil por mês e é usado por cinco diferentes pessoas/áreas, a assinatura de cada usuário deverá ser R$ 60 mil divididos por cinco usuários, ou seja, R$ 12 mil. A vantagem é a facilidade do cálculo. Porém, chega-se apenas a uma média da empresa toda, não podendo especificar quanto cada um está demandando do serviço. 

Preço pelo pico de uso – Aproxima-se bastante do preço por assinatura, mas adiciona um mecanismo de gravação e monitoração para verificar os picos de uso. O preço é calculado por usuário e não pela média da empresa. A vantagem é que o cálculo ainda é mais fácil e que a monitoração passa a ficar mais específica. Por registrar apenas os picos de uso máximo, a métrica pode ficar deficitária. No entanto, isto pode ser facilmente corrigido diminuindo o período avaliado de um ano para seis meses, para meses e até para semanas ou dias.

Preço baseado no uso – Se uma mesma pessoa acessa o sistema de diferentes máquinas, faz mais sentido monitorar o funcionário do que o computador. Para tanto, basta trocar a autenticação individual de cada usuário e monitorar cada login. A desvantagem é que muitos acessos numa mesma hora podem gerar lentidão no sistema.

Preço baseado em ticket – A TI também pode ser controlada e seu uso mensurado pelo uso de tickets eletrônicos ao invés de senhas. Tais tickets devem conter um período de validade (por exemplo, quatro horas). A principal vantagem é que o sistema de tickets não sobrecarrega o sistema e garante a continuidade dos serviços. Para tanto, é preciso manter um portal baseado em web, bem mais leve. Outro ponto positivo é que o controle e a mensuração podem ser definidas de forma bem específica - por exemplo, liberando apenas o acesso a um determinado aplicativo e não ao sistema inteiro. O monitoramento, porém, exige um maior controle por parte do CIO.
Serviço de primeira classe

Há ainda outros modelos, ainda mais complexos, de monitoramento dos serviços de TI. Os quatro citados, porém, são um bom começo para quem parte do zero. Os mais avançados permitem diferenciar o que a TI oferece num sistema parecido aos das companhias aéreas - dos mais simples aos mais sofisticados. Quanto mais caro o valor "pago", melhores os serviços e benefícios. 
O importante é que, ao usar métricas, chega-se a um melhor nível de TI. Afinal, quando a área passa a ser encarada e "consumida" como qualquer outro serviço, torna-se um negócio dentro do negócio. E este é o caminho.

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