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O que se espera de TI?

Analista do IDC fala sobre as mudanças pelas quais passou o CIO e aponta as vantagens de se medir os resultados de TI

Cláudia Zucare Boscoli

06/07/2007 às 12h59

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Sempre que se discute o posicionamento ideal para a área de TI, volta-se a falar sobre a importância do alinhamento ao negócio. Entre os caminhos para se chegar à aderência desejada, a criação de métricas para os resultados trazidos pela tecnologia é um dos apontados por especialistas e execiutivos. "É preciso estabelecer políticas de aquisição, de cobrança e de uso de TI. A decisão sobre prioridades e gastos não deve mais estar a cargo do CIO. Este deve pensar na agilidade, na resposta do departamento ao negócio", afirma o analista sênior de infra-estrutura de pesquisas do IDC Brasil, Reinaldo Roveri. A outra dica é a terceirização, que tira do budget os gastos com gerenciamento e manutenção, aumentando o potencial de crescimento e inovação.
"Até os anos 90, o CIO, ou melhor, o então gerente do CPD [centro de processamento de dados] tinha pouca influência nas decisões. De 90 a 2000, ele despertou mais interesse, por conta da internet. De 2000 a 2004, com o estouro da bolha, foi a época da desconfiança. A empresa olhava para o CIO com ceticismo, os projetos tinham de, obrigatoriamente, apresentar retorno de investimento alto. Depois, começou a ser traçado o cenário atual, com mais clareza de seu papel. A empresa sabe o peso que TI tem sobre o posicionamento competitivo", analisa.
De uma pesquisa feita este ano com 404 empresas brasileiras, o instituto concluiu que o que mais se espera do departamento de TI é:

- que controle a infra-estrutura sem precisar aumentar o staff ou os gastos, de preferência, reduzindo-os;
- que tenha políticas de segurança bem definidas;
- que aumente a capacidade e a integração das redes de voz e dados;
- que aumente a capacidade de armazenamento (de imagens, sons, vídeos, ferramentas ou aplicações) por mais tempo (em muitos casos para estar adequado a leis e normativas), e agilize os backups;
- e que disponibilize continuamente os sistemas, com redução dos gargalos e ociosidade dos servidores.

O mesmo estudo revelou que as prioridades para os CEOs são, nesta ordem, a proximidade com o cliente, a inovação do produto, a produtividade de vendas e a reação rápida de TI.

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