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Mais agilidade na cadeia produtiva

Especializada na gestão de logística, ID Logistics usa tecnologia para otimizar processos de clientes como Carrefour e Leroy Merlin

Cláudia Zucare Boscoli

05/07/2007 às 12h49

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Há cinco anos no Brasil, a francesa ID Logistics, especializada em armazenamento para o varejo, anuncia um crescimento de 47% no primeiro semestre deste ano – em 2006, foram 67%. O faturamento foi de R$ 70 milhões e a intenção até 2010 é chegar a R$ 150 milhões.
Globalmente, a meta é expandir a atuação (que hoje compreende a própria Franca mais Taiwan, China, Coréia, Indonésia, Ilha da Reunião e Ilhas Maurício) a México, Índia, África do Sul e países do Mediterrâneo, além da Argentina, onde já abriu um escritório. “Nossa história tem sido acompanhar um cliente francês em outros países. Uma vez que entramos no mercado, formamos uma equipe que parte em busca de novos contratos locais. No Brasil, viemos com o Carrefour", conta o CEO, Eric Hemar.
Uma das principais vertentes do grupo é a busca por novas tecnologias que auxiliem na gestão dos armazéns. Hoje, trabalha com WMS (warehouse management system), TMS (transportation management system), identificação por radiofreqüência e comando de voz de diversos fornecedores parceiros. "Nosso foco é traçar estratégia fornecendo treinamento de pessoal e viabilizando a integração das tecnologias. Resumidamente, é tecnologia e know-how. Apostamos nisso e o cliente cuida de seu core business", explica Hemar.
No Carrefour, por exemplo, a ID implantou a tecnologia de voice-picking da Vocollect em 2005. "É um caso atípico que revela muito do País. A mão-de-obra é abundante e barata. Então, em um primeiro momento, é vantagem manter muitos funcionários", avalia o diretor-geral, Nicolas Derouin. Para o presidente mundial, é só uma questão de tempo: "O sistema é importado. Quando alguém daqui se dispuser a desenvolver algo semelhante, o acesso será mais fácil e barato. As tecnologias tendem a se massificar. É fato comprovado que o voice-picking agiliza a separação dos produtos, aumentando a produtividade, e dispensa o treinamento de pessoal, o que reduz custos". Nos cálculos dos executivos, o preço para os brasileiros é 10% a 15% mais caro que a radiofreqüência.
Já para a Leroy Merlin, a empresa traçou a reengenharia necessária para transferir o depósito de Paulínia para São Bernardo, respectivamente no interior e na Grande São Paulo. "Também instalamos o WMS Infolog e um sistema de radio freqüência", conta Derouin. Com a inauguração, em média, de três lojas por ano no País, a Leroy deve sustentar grande parte do crescimento esperado da ID.
Além destas duas grandes redes, a empresa também é contratada da Arvin Merritor, de auto-peças, e da Chevron/Texaco, de lubrificantes. Ainda este ano, deve começar a gerenciar um armazém de 5 mil metros quadrados para produtos perecíveis no Rio de Janeiro e tem em vista um outro, duas vezes maior, também na região Sudeste. Os nomes dos contratantes, porém, são mantidos em sigilo.

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