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A Web 2.0 no mundo corporativo

Como o novo conceito pode impactar a rotina das empresas

Cláudia Zucare Boscoli

02/07/2007 às 13h04

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Primeiro, a segunda geração da World Wide Web – ou web 2.0 – só interessava aos usuários finais. Agora, o conceito invade o mundo corporativo com a promessa de promover uma colaboração interna capaz de mudar os rumos das empresas e até aumentar o faturamento.
 Quem defende esta posição argumenta que, assim como os blogs servem para trocar impressões e interpretações de um filme, podem também servir como local de discussão dos assuntos da empresa, seja a busca de soluções a um problema pontual, uma nova estratégia ou a aquisição de produtos e serviços que impactarão na rotina de trabalho. Desta forma, apostam, a "inteligência coletiva" não só reuniria uma diversidade maior de idéias antes da tomada de decisão final, o que abriria brechas para inovações nunca antes testadas, como ainda faria os funcionários sentirem-se mais úteis e envolvidos.
 De olho no mercado de quem já pensa na web 2.0 e em aplicativos mais dinâmicos e colaborativos, o vice-presidente sênior da BEA Systems, Robert Ruelas, veio ao Brasil demonstrar a parceiros e clientes as ferramentas que dispõe para atender este novo conceito. "Hoje, a discussão de arquitetura orientada a serviços (SOA) está avançada no Brasil e ela tem tudo a ver com web 2.0, já que ambas pedem mais agilidade, uma transação bem maior de dados de forma orquestrada", avalia. Ele acredita que as indústrias financeira e de telecomunicações serão as primeiras beneficiadas pela web 2.0, justamente por estarem à frente no que diz respeito à maturidade de TI.
 A atenção de Ruelas com o mercado brasileiro se explica: no ano anterior, a fornecedora de soluções registrou um crescimento de 2% na América Latina, dos quais o País responde por metade. "Considero a América Latina um mercado bastante particular. É um microcosmo. Aqui, pela diversidade de comportamentos do consumidor, conseguimos testar muito bem todas as estratégias globais", conta.
 Porém, sua presença também dá espaço a uma outra interpretação. A de que a indústria tem novo foco e, muito em breve, toda a empresa estará comentando – e cobrando – a web 2.0.

Empresa rápida ou morta
Na Indiana Seguros, por exemplo, a colaboração já está na pauta do superintendente de tecnologia da informação, Reinaldo D'Errico. "Temos um grupo de pessoas ligadas à gerência de processos participando de seminários, pesquisas, enfim, tentando entender este novo cenário e de que forma ele poderá ser adotado na companhia. Para nós, a colaboração é extremamente importante. Hoje, nossos corretores e clientes são constantemente pesquisados sobre questões tecnológicas, produtos e serviços. Também participamos de grupos de discussão com outras seguradoras. Então, o que buscamos, agora, é uma plataforma que viabilize tudo isto e torne as trocas mais fáceis e ágeis. Particularmente, acredito que funcionários e clientes podem e devem ser parceiros nas inovações". E alerta: "Aqui, partimos do princípio que uma boa idéia não-implementada pode virar uma ameaça amanhã, se a concorrência colocá-la em prática. Tenho um quadro com a figura de um tigre e os seguintes dizeres: 'no mundo de hoje, existem dois tipos de empresa: as rápidas e as mortas'. Esta imagem me persegue diariamente", brinca.

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