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Lições sobre colaboração

Alph Bingham, co-fundador do Innocentive, aponta que as empresas têm de adotar modelos de colaboração on-line. Ou preparar-se para encarar a extinção

C.G. Lynch

28/06/2007 às 12h20

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Alph Bingham é co-fundador do Innocentive, um mercado virtual que coloca clientes com problemas de difícil solução em contato com cientistas e outros especialistas capazes de melhor resolver cada questão. Da experiência com o trabalho, ele tirou cinco lições que compartilha com os leitores de CIO:

Olhe além dos muros da empresa – O arremessador Satchel Paige, que faz parte do "hall da fama" do baseball, disse uma vez: “Nenhum de nós é tão inteligente quanto todos nós juntos”. Minha experiência mostra que se você precisa falar com pessoas inteligentes, você tem de procurá-las fora do seu círculo de amizades e de sua corporação. Que melhor maneira de encontrar pessoas assim do que a internet? As características de banda larga (com muitas informações por segundo) e disponibilidade constante fazem da web a primeira ferramenta mundialmente reconhecida como útil à colaboração".
Muitas cabeças pensam melhor que uma – Duas pessoas sempre terão uma diversidade maior de experiências e pensamentos do que apenas uma. E três são melhores que duas. Isto é algo que aprendi durante meus dias na faculdade de química orgânica, trabalhando em pesquisa de grupo. A web é, simplesmente, a única maneira de expor um desafio que será visto, discutido e solucionado por outras pessoas. E não será por uma, duas ou dezenas de mentes, mas por centenas, milhares e centenas de milhares de solucionadores.
Diversidade de pensamento faz a diferença – Muitos de nós tendemos a buscar respostas aos nossos desafios confiando a pesquisa aos experts reconhecidos, seja no trabalho ou no mundo acadêmico. O resultado é que todo mundo recebe as mesmas 'soluções' das mesmas fontes. Paradoxalmente, o excesso de qualificações pode confinar a criatividade. Na web, o 'final da novela' freqüentemente vem das pontas de onde não se costuma esperar.
Abrir-se à internet é um risco necessário – Permitir que outros resolvam um problema demanda alguma abertura. E algumas informações podem ser usadas pela concorrência. Mas, ao mesmo tempo, empresas que pregam a cultura do sigilo perdem a oportunidade de coletar novas idéias que surgem fora de suas fronteiras. As novas ferramentas de troca de informação podem parecer arriscadas num primeiro momento porque não são familiares. Muitos entram em pânico ao pensar em realizar transações com cartão de crédito via internet. Mas ninguém se importa de, em um restaurante, um estranho ficar de posse do cartão por alguns bons minutos.
A colaboração veio para ficar – Novas companhias estão sendo fundadas com base no compartilhamento de conhecimentos e poder. Para tanto, geralmente usam as trocas pela internet como plataforma global para atrair e manter talentos de forma eficiente, independente de barreiras espaciais, temporais e até de idiomas. Eu acredito que a colaboração on-line está tornando-se crítica para pesquisa e desenvolvimento. Parta para a colaboração ou para encare a possibilidade de extinção.

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