Home > Gestão

Discussão sobre SOA não deixa a desejar

Analista do IDC avalia que as empresas brasileiras, especialmente os bancos, estão no mesmo nível de debate e implantação do conceito que países do primeiro mundo

Cláudia Zucare Boscoli

21/06/2007 às 13h35

puzzle int new.jpg
Foto:

frank gensAnalista do IDC que veio ao Brasil palestrar sobre o avanço da arquitetura orientada a serviços (SOA) no mundo todo, Frank Gens foi surpreendido com o nível de assimilação do conceito pelas instituições financeiras daqui. "Fiquei realmente impressionado com o avanço em TI. Não conhecia o País, mas baseado no que acompanhei das discussões, afirmo que os bancos daqui estão no mesmo nível do que vejo nos Estados Unidos e na Europa. Os principais players do mercado financeiro brasileiro têm TI de primeiro mundo", diz.
Numa avaliação mais ampla, ele vê que todos os setores, de certa maneira, não deixam a desejar. "SOA é a questão mais avançada de TI, muito colada a negócios, quase como chegar à excelência. Então, obviamente, num país mais pobre, como o Brasil e os demais da América Latina, o debate acompanha a evolução da TI. Onde ela é mais madura, a discussão avança alguns patamares. Mas não vejo uma diferença tão gritante. Nos Estados Unidos, também estamos numa fase de busca por ferramentas, da melhor forma para fazer a migração dos sistemas e plataformas, de como atender aos mais sofisticados clientes", afirma.
Pelos números do IDC, a América Latina é a região que mais investe em serviços para adoção de SOA, seja consultoria, planejamento, treinamento, implementação ou desenvolvimento. Foram 71 milhões de dólares investidos ano passado e a previsão é de, que nos próximos cinco anos, ela apresente crescimento de 86%, enquanto o mundo todo crescerá 45%. "Ainda é complicado dizer o que é e o que não é SOA. Dividimos nossos estudos em softwares e serviços.", explica.
Gens acredita que se o cenário de hoje se resume a grandes corporações pensando em SOA, isso não se manterá no futuro: "Em 1995, eram poucos os que apostavam nos serviços baseados em internet e veja só. Daqui dez anos, tudo terá SOA por trás. A próxima geração de softwares e pacotes de soluções já virá com o conceito embutido e a empresa não terá que sair atrás de consultor, estudo de ferramenta etc. Será mais uma coisa que se tornará comum, como tantas outras em tecnologia". E completa: "A chave para compreender SOA é não encará-la como ferramenta, mas como a resposta às necessidades de mais agilidade, usabilidade e flexibilidade nos negócios".

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail