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Para uma adoção correta de BSC

Os cinco passos para transformar os indicativos em ações práticas e o caso de sucesso da Suzano Petroquímica

Cláudia Zucare Boscoli

20/06/2007 às 13h28

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Consultor da TGT, Pedro Bicudo ensina os cinco princípios básicos que devem ser adotados pelas empresas que pretendem fazer um controle de indicativos por meio de BSC (balanced scorecard):

- ter uma liderança executiva por trás do projeto;

- identificar a estratégia da empresa;

- traduzir esta estratégia para a linguagem operacional;

- motivar os funcionários a trabalhar em busca de foco;

- e governar para que os dados coletados sejam traduzidos em ações práticas.

"É essencial fazer a empresa como um todo pensar nas prioridades do negócio. O BSC é a ferramenta para medir a eficácia das ações implementadas em busca do objetivo principal da corporação. Mas não é ele resolve o problema. Ele é um primeiro passo, algo mensurável em que se basear", explica. Os parâmetros levantados podem ser financeiros, de relacionamento com clientes, de processos internos, de volume de trabalho em TI e de uma infinidade de outros fatores de todas as áreas. "O conceito é adaptável a qualquer empresa, de qualquer tamanho, em qualquer setor", diz.
A Suzano Petroquímica é um caso de sucesso na implantação de controles de TI por BSC. Até 2005, a empresa (que chamava Polibrasil até a alteração do quadro de sócios) tinha um processo interno de atendimento das demandas, até mesmo de produção de softwares. O problema era que nenhuma destas ações estava alinha ao negócio. “Um dos nossos funcionários definiu bem o esquema de negócio: muita iniciativa e pouca acabativa. Não tínhamos direção. Começávamos um projeto e, pouco depois, abandonávamos”, conta o especialista em redes Fábio de Almeida. "Para saber se um funcionário tem foco, se uma equipe tem foco ou se a empresa tem foco, é só perguntar para qualquer um qual sua principal função. Se ele pensar para responder, é porque não está claro", simplifica.
A partir da delimitação de que o objetivo maior era ser líder do mercado petroquímico nacional até 2015, a empresa passou a usar a ferramenta Hyperion Performance Scorecard (HPS). "A definição do software e a implantação não demoraram. Fizemos desta forma para não ter chance de desmotivação, de perda de foco". O comprometimento da equipe, então, foi buscado da forma mais simples e convincente: "Chamamos um por um e explicamos por que ser líder em 2015. Por que isso afetaria a vida desse um? No dia-a-dia, o trabalhador não consegue enxergar. Acreditamos que o discurso do 'porque você faz a diferença' ou 'porque você será cobrado amanhã' não convence. A melhor forma é dizer 'porque você vai ganhar mais'. Não tem segredo", recomenda.

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