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Cinco lições de liderança, por Carly Fiorina

A controversa CEO que esteve à frente da HP de 1999 até 2005, quando foi demitida, divide com os leitores o que aprendeu sobre ética e gestão

17/05/2007 às 12h18

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Líderes criam: Gerenciar é produzir resultados aceitáveis dentro das perspectivas e das possibilidades da empresa. A força da mudança deve ser maior do que uma possível inclinação natural à preservação do status quo. Isto explica porque mesmo um CEO disposto a ser um agente de mudanças tem de suportar críticas. Em 1999, a HP não foi muito além na lista das 25 empresas mais inovadoras do mundo. Eu desafiei, então, engenheiros e inventores a criar novidades. Em 2004, eles geravam 11 patentes por dia, o maior índice de inovação da história da HP. Assim, nos tornamos a terceira do mundo em novos produtos. 

Não caia de amores por seu produto: Muito foi dito sobre meu passado em marketing. Claro, tive posições em vendas e em marketing, mas tive também experiências em praticamente todos os departamentos de uma grande empresa. E, como uma “não-tecnóloga”, acreditei que o objetivo de nossa tecnologia seria servir os clientes e, ao mesmo tempo, trazer lucro. Às vezes, os tecnólogos se esquecem dos clientes. Isto estava acontecendo na HP nos anos 90 e foi uma das razões pela qual o crescimento andava a passos lentos.

Competição exige cálculo de risco: Os riscos da mudança sempre parecem maiores do que os riscos da manutenção das coisas exatamente como estão. Líderes têm de estar preparados para tomar decisões difíceis na hora certa, o que normalmente significa antes que ela se torne óbvia a qualquer um. A fusão com a Compaq foi duramente criticada, muitas pessoas não entenderam a decisão no início. Mas foi um risco prudente que corremos dadas às mudanças no nosso mercado e devido à nossa decisão de retomar a posição de liderança. 

Problemas éticos: O mundo dos negócios geralmente é conivente com alguns comportamentos que chegam ao limite do aceitável. As pessoas justificam tais ações dizendo que são necessárias para alcançar resultados e apoiando-se no fato de que não são exatamente ilegais. Contudo, tais ações são corrosivas. Algumas das mais importantes decisões que já tomei foram demissões de pessoas que não estavam agindo com integridade.

O século do conhecimento: O século 21 exige capacidades diferentes do que o século passado e a competitividade nos Estados Unidos não é algo que possa ser subestimado. Nós temos de verificar a situação real de nosso sistema educacional e investir em sua transformação. Ao mesmo tempo, temos de tomar consciência de que a globalização tem causado dificuldades e desemprego aos trabalhadores americanos, mas também aumenta nossa segurança e prosperidade quando outras nações se beneficiam com o desenvolvimento econômico global. E nós devemos aceitar que este país prosperou porque pessoas motivadas vieram para cá construir uma vida melhor.

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