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ALL investe pesado em tecnologia

Para dar sustentação ao crescimento esperado, a gigante do transporte ferroviário planeja investir 14 milhões de reais no aperfeiçoamento de programas

Cláudia Zucare Boscoli

25/04/2007 às 12h25

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A tecnologia está entre as prioridades da América Latina Logística (ALL) em 2007. A gigante do transporte ferroviário – única empresa de logística com capital aberto no Brasil e com malha de mais de 20 mil quilômetros abrangendo sul, sudeste e centro-oeste – anunciou que investirá 14 milhões de reais em projetos tecnológicos a fim de dar suporte às apostas de crescimento da empresa que, ano passado, adquiriu a Brasil Ferrovias.
Serão três os projetos principais. O primeiro enfoca a implantação da segunda versão do chamado Computador de Bordo de Locomotiva, equipamento desenvolvido pela ALL em parceria com a Daiken, que proporciona economia de combustível graças ao sistema multiponto (que permite às locomotivas funcionar com pontos de aceleração diferentes), além de dar mais segurança, disponibilidade e confiabilidade ao maquinista e à central de controle com o envio de informações on-line sobre as condições da máquina e uma visão tridimensional da via. “O sistema oferece vários níveis de informação vinculados aos mapas, pelos quais é possível não apenas visualizar cada curva ou trecho da malha, mas também analisar os riscos para definir prioridades de ações”, explica o superintendente de tecnologia Carlos Henrique Correa.
O segundo projeto é a reestruturação do sistema operacional Translogic, pelo qual é possível acompanhar, via painel com indicadores on-line, todo o trajeto, desde o carregamento até a entrega final. Via Translogic, o gestor poderá saber quais os vagões vazios que podem receber mais carga, quais as composições que estão atrasadas etc. “O novo Translogic vem para sustentar o aumento de produtividade que a ALL pretende para os próximos anos. O grande salto está na qualidade do planejamento”, avalia.
Por último, o sistema de informação da via passará a cobrir também a malha norte e outros 22 pátios novos. Tal sistema, que utiliza a ferramenta GIS (Geodesic Information System), apresenta um mapa detalhado de localização das turmas de manutenção, das zonas prioritárias, da distribuição dos plassers (vagões tipo caminhão usados para a manutenção das linhas férreas), e uma base de dados histórica (que compila, entre outras coisas, os acidentes, as manutenções e as restrições).

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