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Especialistas x generalistas

Quem é mais valorizado, o profissional que entende muito de um assunto ou aquele que tem uma visão mais ampla mas não conhece nada a fundo?

Chuck Martin*

19/04/2007 às 12h15

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A busca por cada vez mais especialização nos negócios continua, conforme a maior parte dos líderes de negócios afirmam que seus departamentos ou suas corporações seriam muito mais eficientes se tivesse mais funcionários especialistas que generalistas.
De acordo com uma pesquisa da NFI Research, mais da metade dos executivos-seniores e gerentes garantem que, ao longo dos últimos anos, as empresas favoreceram especialistas em relação a generalistas. E quando o assunto é recompensar e promover, a maior parte das companhias é mais generosa com especialistas que com os generalistas.
Enquanto isso, generalistas são favorecidos em cerca de um terço das organizações e 20% afirmam que seus departamentos seriam mais eficientes com um número maior de generalistas. “A ironia do mundo corporativo é que, enquanto generalistas impusionam a inovação e os resultados de longo prazo, os especilistas são mais facilmente recompensados em cargos até a vice-presidencia”, declarou um dos respondentes da pesquisa.
Obviamente, o nível de uma pessoa na corporação ou mesmo alguns cargos específicos interferem na necessidade de o profissional ser mais generalista ou mais especialista. “Conhecimento mais específico torna-se menos importante conforme você sobe na empresa”, avalia outro participante da pesquisa. “Executivos precisam saber sobre diversos tópicos enquanto posições mais operacionais devem ter conhecimento mais profundo sobre uma variedado menor de assuntos.”
Este é um dos principais desafios para profissionais em posições gerenciais que pretendem avançar na carreira: como posso continuar fazendo o meu trabalho de forma eficiente conforme é exposto a novas idéias?
Em determinadas áreas, como em tecnologia da informação, o conflito entre a necessidade de especialistas e generalistas chega a ser óbvia. “Em TI, todos precisam ser especializados em algum assunto, mas ter conhecimento genérico da tecnologia como um todo”, pontua um gerente. “Na realdade, é o que está faltando em muitos casos. Os jovens não têm experiências com mainframes ou com máquinas de médio porte, mas vêem computadores como seus vídeo games ou computadores pessoais.”
Outro entrevistado afirma que, dentro da area de TI de uma grande corporação, ele acompanhou um fenomeno interessante: primeiro, um grande número de generalistas foi contratado como gerentes de projetos. Depois, todos que não eram parte direta das operações tornaram-se recursos disponíveis para projetos. Finalmente, especialistas só trabalham em projetos para os quais se inscrevem. O resultado, segundo ele, é que a companhia desenvolveu apenas o foco de curto prazo e os especialistas não são usados para o que realmente entendem. “Eu prevejo um desastre”, afirma.
Enquanto um profissional pode acreditar que deve especializar-se, é importante manter contato com outras áreas ligadas às de sua especialização. “Para que as empresas tenham flexibilidade, existem esforços para garantir que todo o pessoal tenha conhecimento e habilidades amplos”, avalia um respondente. “Funcionários que se recusam a ampliar seu campo de atuação são menos valorizados pela companhia.”
Executivos devem evitar o excesso de especialização. No ambiente corporativo de hoje, cada vez mais os empregados precisam enxergar o todo.

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