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Como implementar novas idéias

O trabalho envolvido em momento de mudança cultural em grandes empresas

03/04/2007 às 20h19

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Em recente artigo publicado na CIO americana, William Golden, membro do CIO Executive Council, discorreu sobre a implantação de novas culturas dentro das companhias. Em sua opinião, incentivar a equipe a ter novas idéias é necessário, porém, os CIOs devem estar cientes de que mudanças e novidades também representam riscos. “Podem ocorrer avanços ou retrocessos. A metodologia de inovação deve incluir avaliação rigorosa e testes. Crie processos que realmente funcionem na organização e lembre-se que você é parte dela”, recomenda Golden.
Um dos casos citados é o do CEO da Procter & Gamble, Robert Scott, que baixou uma nova política estabelecendo que 50% das inovações de TI viriam de fora da companhia. Para tanto, criou um laboratório de idéias juntamente a parceiros como IBM, SAP e Hewlett-Packard. Periodicamente, ele promove jornadas ao Vale do Silício em busca de novidades. Scott definiu seis etapas para o que batizou de Simplified Initiative Management and Product Launch (SIMPL), programa de gerenciamento de iniciativas e lançamentos. A primeira é a “descoberta”, que compreende a pesquisa de oportunidades. O “design” cuida de dar forma às idéias. A “qualificação” valida as iniciativas realmente promissoras. A “produção” finaliza o produto antes do “lançamento”, até que se chegue à “alavancagem”, quando a empresa investe na aceitação do novo produto pelo mercado.
Depois da terceirização da área de TI do Stanford Hospital & Clinics, a CIO Carolyn Byerly implantou um framework para avaliar as possibilidades de inovação. “Eu queria uma estrutura para selecionar idéias e analisar maneiras de colocá-las em prática”, diz. O framework adotado inclui análise de risco, elemento-chave para um negócio de um bilhão e 400 milhões de dólares. Apostando em governança, ela controla os recursos internos e externos despendidos em cada projeto e acompanha seu progresso, o que aumenta a credibilidade.

Projeto piloto
Assim como a Procter&Gamble, a Bayer América do Norte também abre espaço às iniciativas de inovação. Chamado de “três is” (inovação, idéias e inspiração), o programa é alimentado por um portal ao qual todos os funcionários da empresa espalhados pelo mundo têm acesso. As sugestões chegam ao vice-presidente e CIO para América do Norte, Claudio Abreu, que as encaminha a um grupo responsável por avaliar seus graus de inovação e viabilidade. Se aprovadas, um projeto-piloto é requisitado antes da implantação definitiva.
Exemplo do sucesso dessa estratégia foi a adoção do MySAP, que afetou 25 mil usuários. Sugestão acolhida dos “três is”, o software melhorou o ERP da Bayer alinhando uma ferramenta disponível no mercado aos interesses do negócio. A plataforma do MySAP foi desenhada em menos de seis meses, com a responsabilidade de dar sustentação a uma companhia de nove bilhões de dólares.

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