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Perguntas não-respondidas sobre SOA

Afinal, quais mudanças de processos e tecnologia são necessárias para implementar o novo modelo?

Frank Dzubeck, da Network World

27/03/2007 às 11h50

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O ritmo da adoção de arquitetura orientada a serviços se mantém nos ambientes corporativos e, enquanto isso, as empresas se dão conta de que a implementação não é instantânea, e sim, evolucionária.
Para tornar este processo menos complexo, criou-se um modelo de SOA simplificado, que deve atender a todas as variáveis de clientes e fornecedores. O particionamento lógico e a separação de todas as funcionalidades da TI corporativa em um conjunto de serviços comuns, interconectados logicamente para uso compartilhado por um enterprise service bus (ESB) é fundamental para este modelo. 
No topo da arquitetura estão as jóias da corporação: os serviços. Por baixo, está o mundo físico da infra-estrutura. Os três pilares de sustentação dessa arquitetura são desenvolvimento, gerenciamento e segurança.  Processos de negócios logicamente particionados, serviços de informação, colaboração, parcerias, aplicações e acesso remoto formam o corpo e em sua base estão a infra-estrutura dos clientes, os servidores, o storage e as redes.
As mudanças na origem da arquitetura referencial são resultados das mudanças nas prioridades das corporações. De acordo com estudo realizado com CEOs em 2006, a redução de custos ainda é o fator mais importante para adoção de SOA, mas três outros objetivos emergiram: expansão; aprimoramento e extensão nas habilidades de colaborar interna e externamente; inovações criativas de modelos de negócios e de processos;  e otimização dos negócios com melhor gerenciamento de informações novas e já existentes.
Os CIOs acrescentam duas outras prioridades de TI à lista: conectividade entre qualquer tipo de elemento do ambiente e reutilização de recursos/ativos. Estas cinco prioridades tornaram-se os principais focos de implementação de SOA.
Sub-arquiteturas específicas, como gerenciamento de serviços orientados e arquiteturas de informação, se desenvolveram baseadas em um único conceito de de SOA. Na realidade, uma sub-arquitetura de SOA é necessária para cada tipo de serviço disponível. A mais complexa é a de serviços de infra-estrutura, já que para cada uma das quatro formas de infra-estrutura física é necessário uma sub-arquitetura.
A evolução do enterprise service bus também é um processo progressivo. O ESB pode ser comum (compartilhado) ou composto por plataformas de integração separadas para cada tipo de serviço. Quanto mais implementações de SOA em grandes corporações, maior a necessidade de buses para separações físicas e lógicas.
Enquanto a influência e a adoção de SOA é inquestionável na esfera coorporativa, muitas perguntas sobre a arquitetura permanecem sem resposta. A virtualização deveria ser um tipo de serviço comum? Sergurança e o gerenciamento podem ser combinados em um único conjunto de serviços de gerenciamento ou devem ser duas coisas distintas e separadas? Governança e compliance seriam parte dos serviços de gerenciamento ou seriam serviços básicos de SOA separados? A reutilização de componentes de negócios, assim como de aplicações, será, algum dia, realidade?
Como informações de telemetria, como RFID e outras formas de sensores, se encaixam na arquitetura orientada a serviços? Embora vozes sejam incorporadas à SOA, onde e como os vídeos se encaixam na arquitetura? Padrões e tecnologias de web 2.0 se tornaram parte do SOA; as redes 3.0 também se tornarão? E, por último, mas não menos importante, será que algum fornecedor vai criar um modelo de rede que abrace todas as necessidades de serviço do SOA de maneira a ser estabelecido como uma sub-arquitetura de rede viável?

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