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A explosão das redes sociais

Um novo nome para velhos conhecidos. Você sabia que eBay, Wikipedia, Skype e SecondLife são todos redes sociais?

Robin Bloor*

27/02/2007 às 15h51

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Hoje em dia a gente ouve com freqüência as palavras “Social Network”. É um fenômeno da Internet que está dando frutos, tanto graças à virtude de algumas idéias muito bem sucedidas, quanto por fornecer serviços que são muito apreciados pelos usuários da Internet. Tudo começou com a Craig’s List (http://sfbay.craigslist.org/), não muito tempo depois que a Internet virou um fenômeno.
No início de 1995, Craig Newmark criou um mailing list (e mais tarde um web site) para listar os acontecimentos e eventos artísticos na região de San Francisco. Qualquer um podia postar notícias, que passavam pelo crivo do moderador. Muito cedo os usuários começaram a colocar anúncios de aluguel de imóveis, de venda de pequenos objetos, classificados pessoais, etc. A Craig’s List virou um fenômeno global com páginas locais postadas das maiores cidades do mundo, além de se tornar um negócio muito valorizado. Mas a intenção do seu criador nunca foi outra além de fornecer um serviço gratuito.
A Craig's list emprega atualmente pouco mais de 20 pessoas que administram o site, apesar dele ser enorme. Este pequeno grupo de empregados jamais poderia reunir tamanha riqueza de conteúdo. São os clientes que fazem todo o trabalho. Cada um deles não faz muito, mas somados seus esforços o resultado é admirável. Este é o princípio por trás das redes sociais – colher o poder de muitos. Pode-se apreciar a idéia simplesmente ao considerar o número de “redes sociais” que se transformaram em serviços de sucesso (e que, em alguns casos, geraram um belo fluxo de caixa). Segue uma lista com nomes bem familiares. Afinal, a maioria destes serviços possui dezenas de milhões de usuários:

Wikipedia: talvez a melhor enciclopédia do planeta, com 1,6 milhão de artigos em inglês, 240 mil em português, e centenas de milhares de verbetes em 250 idiomas.

MySpace: rede que congrega amigos e conhecidos. É atualmente o site mais popular dos Estados Unidos.

Orkut: Um sucesso absoluto no Brasil.

YouTube: Uma rede de televisão popular, permite a qualquer um postar os seus próprios vídeos. Criada em fevereiro de 2005 por três jovens (o mais velho terminou o colégio em 1995), foi comprada pelo Google por US$ 1,65 bilhão em ações.

BitTorrent, Skype e outros serviços P2P: Todos compartilham o poder de processamento do seu computador com os de todos os demais usuários. A partir disso, agregam conteúdo através do compartilhamento. O Skype, por exemplo, nada mais é do que uma lista telefônica VoIP.

eBay: Embora não seja normalmente considerado uma rede social, é exatamente isto que o eBay é. Estima-se que um milhão de pessoas ao redor do mundo ganhem a vida através dos negócios realizados através de sua rede.

Del.icio.us, Stumbleupon, Digg: Estes três serviços são parecidos mas não idênticos. Eles agregam opinião, preferências, conhecimento e notícias

SecondLife: Um mundo virtual 3-D virtual world que se tornou tão popular ao ponto dos usuários ganharem dinheiro vendendo imóveis virtuais por dinheiro vivo.

Esta lista não é de forma alguma exaustiva, mas note como ela é variada. Notícias, entretenimento, educação, serviços de informação, trabalho não-remunerado, e comércio puro e simples. Qualquer tipo de site pode criar uma rede social. A idéia básica não é complicada. Os usuários podem fazer contribuições, as contribuições são moderadas (frequentemente por colaboradores) e agregadas, criando valor.
O investimento necessário para criar uma rede social pode ser muito baixo mesmo para uma organização com poucos recursos – e o valor criado pode ser muito elevado. Todas as organizações que estão atrás de negócios baseados na Web devem considerar se aqui existe uma oportunidade para eles

*Robin Bloor é sócio da Hurwitz & Associates

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