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Encontre o equilíbrio

O stress faz parte da vida de todos e não há como fugir. A solução é trabalhar para transformá-lo em um impulso positivo

Thais Aline Cerioni

20/10/2006 às 13h36

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Quanta energia você vem dedicando a cada área de sua vida? Na visão do coach executivo e pessoal Renato Ricci, descobrir se há um desequilíbrio entre os principais aspectos da sua existência – e lutar contra ele – é um dos passos mais importantes no caminho em busca do aproveitamento positivo do stress. O discurso de Ricci baseia-se na teoria de Paul Stoltz que identifica em cada pessoa o quociente de adversidade, ou seja, sua capacidade de enfrentar os problemas e tirar proveito deles. Conheça abaixo os principais conselhos do especialista para quem pretende se beneficiar dos desafios.

CIO – A teoria prevê que a base para o aproveitamento do stress é o otimismo. Como é possível se transformar em um otimista?
Renato Ricci –
Não adianta pensar que vamos nos tornar otimistas de hoje para amanhã e passar a encontrar as soluções para todos os problemas. O ideal é encontrarmos o equilíbrio em todas as áreas de nossa vida. Não adianta ser um executivo excelente e resolver tudo no trabalho, se não estamos dedicando nada ao desenvolvimento pessoal, à família, à espiritualidade ou ao lado emocional.

CIO – Como podemos chegar a isso no dia-a-dia, sem prejudicar o trabalho?
Ricci –
Por exemplo, você não precisa dedicar 12 horas do seu dia para resolver problemas profissionais, porque o tempo que está sendo doado àquela questão não é sinônimo de que se está gastando boa energia com ela. Às vezes, deixar o assunto de lado por um tempo e dedicar apenas quatro horas à solução pode ser mais eficiente.

CIO – Nem sempre o ambiente nos permite dar esse tempo ao problema. O que fazer nestas situações?
Ricci
Realmente, na América Latina principalmente, existe a cultura de que se estou “dando um tempo” posso ser taxado de relaxado ou tranqüilo demais. Se este é o seu caso, você pode desistir e mudar de ambiente, se acomodar e se adaptar, ou ser o agente de mudança. Mas é importante lembrar que quanto mais você joga a responsabilidade para o externo, menos controle você tem sobre o que pode mudar.

CIO – Por outro lado, ao tomar a responsabilidade por qualquer situação, não posso aumentar meu stress e, consequentemente, gerar mais frustração?
Ricci –
Quem gera a frustração é o seu sabotador. Todo mundo tem um sabotador interno, que está sempre “falando” com você, contrariando as suas ações. Quem consegue ter uma visão diferente é quem consegue domar o sabotador, quando a voz dele não é mais alta que a sua.

CIO – Como saber que estou no caminho certo em busca do equilíbrio e do uso positivo do stress?
Ricci –
O primeiro sintoma é que você pára de se culpar. Quando você consegue dedicar uma hora do seu dia a um aspecto da sua vida ao qual não estava dando atenção, sem se culpar, está alcançando o equilíbrio. Neste momento, o sabotador fala menos com você.

CIO – O que é o quociente de adversidade? Como posso medi-lo?
Ricci –
O quociente está ligado à sua percepção em relação ao controle que tem sobre os acontecimentos, a participação nos resultados e ao quanto você consegue filtrar os sentimentos para que determinados fatos isolados não interfiram em todos os aspectos de sua vida. Quanto mais responsabilidade, maior o quociente.

CIO – O QA pode ser alterado?
Ricci –
A boa notícia é que sim, o QA muda. E essa mudança só depende de você. A chave é o equilíbrio.

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