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Solução de mobilidade garantiu à Infoglobo mais conhecimento sobre as vendas de seus jornais nas bancas cariocas

Thais Aline Cerioni

03/10/2006 às 11h45

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Com o objetivo de conhecer melhor os negócios gerados pelas vendas em bancas, a Infoglobo decidiu investir em mobilidade. Há cerca de três meses, os cerca de 20 promotores responsáveis pelo acompanhamento diário das vendas dos jornais da companhia e de seus concorrentes na cidade do Rio de Janeiro foram equipados com smartphones Palm Treo 600 com conexão via rede celular.
Alexandre Alves, coordenador de TI da Infoglobo, acredita que a utilização dos equipamentos – no lugar das pranchetas, papéis e canetas usados antes – possibilitou a estruturação na forma de organização dos dados, assim como garantiu mais acuracidade às análises de curto prazo.  “Éramos cegos sobre quantos jornais são entregues em cada banca e quantos são vendidos”, revela Alves.
Além de depender de interação humana em todas as etapas do processo, o modelo anterior não permitia a criação de uma base histórica para comparação de números, o que se tornou possível com o uso dos handhelds. “Ainda este ano, pretendemos criar um datawarehouse para tratar as informações de vendas em banca e os dados colhidos pelos promotores farão parte desse banco de dados.” Com isso, a companhia terá condições de fazer análises e criar cenários para prever o comportamento dos clientes.
O coordenador acredita que os resultados mais significativos do projeto – exatamente esta análise mais profunda dos dados históricos – só virão daqui a um ano aproximadamente, quando haverá massa de dados suficiente. Entretanto, o projeto já está causando impacto no dia-a-dia da área de vendas avulsas. “O pessoal já começou a solicitar relatórios e a analisar informações que antes não tinham”, comenta.
Considerado simples, o projeto teve como grande desafio a questão cultural. “Os promotores são pessoas simples, totalmente alheias à tecnologia”, explica Alves. Segundo ele, houve resistência dos dois lados – TI e usuários – no início do projeto. “Tínhamos receio por ser um aparelho caro e sofisticado. Os promotores tinham medo que usássemos a tecnologia para controla-los geograficamente”, revela. Apesar da tensão inicial, o projeto é considerado bem-sucedido. “Não estamos tendo problemas”, garante,
Além de atender à necessidade pontual da área de vendas avulsas, o projeto deve funcionar também como um teste a respeito do uso de soluções móveis. “Escolhemos esta área por não ser extremamente crítica para o negócio”, conta o executivo. “O pior que podia acontecer seria voltarmos para prancheta e papel.” A intenção é analisar o comportamento da tecnologia para possíveis aplicações em outras áreas. “Por exemplo, a área comercial tem uma enorme força de vendas na rua. Estamos avaliando para isto.”

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