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Lições de CIOs que viraram consultores

Muitos CIOs vêem a consultoria como o próximo passo de suas carreiras. Alguns executivos que fizeram esse caminho dão dicas sobre como ser bem-sucedido nessa empreitada

Martha Heller

05/05/2006 às 11h56

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Em algum momento de sua carreira como CIO, você deve ter pensado: “talvez já seja hora de ir para uma consultoria.” É verdade que, quando somos clientes, geralmente vemos consultores como um mal necessário. Mas cada vez mais imaginamos que essa vida “do outro lado” deve ser mais doce. Sem politicagens, sem tédio e horas e horas extras.
Apesar de nenhum dos quatro CIOs que se tornaram consultores com os quais conversei descrever suas carreiras em termos tão idealistas, eles têm consciência de que obtiveram benefícios com essa mudança em suas carreiras. A partir da experiência deles, elaborei um esquema de três opções diferentes para quem pensa em mudar de ares.

1. COMPRE UMA EMPRESA
Meses antes de Geoffrey Hayden ter formalmente deixado o posto como CIO na Jacuzzi, ele sabia que iria para o ramo de consultoria. Assim, em agosto de 2005, ele adquiriu a Bracken Consulting, firma local que oferecia serviços de TI a empresas de hotelaria. Na época em que ele deixou a Jacuzzi, em março deste ano, mudou o nome da empresa para Acxential Business Solutions, assumindo a posição de presidente e construindo um business plan para dobrar o faturamento em um prazo de 12 meses.

O conselho de Geoffrey Hayden
Compre, não construa. Hayden recentemente se mudou com a família para o Texas. “Se você não tem contatos fortes o suficiente para criar uma base de clientes, compre uma empresa já estabelecida, poupando o trabalho de ter de começar tudo do zero.”
Pratique o networking enquanto você ainda é CIO. “Comece a construir suas redes de contato antes que você precise delas”, diz Hayden. “Junte-se a associações de CIOs e a grupos de negócios e aprenda quem faz o quê nessas comunidades.”

2. FAÇA PARTE DE UMA FIRMA
Em abril de 2004, depois de quatro anos como CIO da Equity Office Properties, uma das maiores imobiliárias norte-americanas, Scott Morey decidiu que precisava de uma mudança. Então, passou a se perguntar: “Quem sou eu? Um profissional de tecnologia ou um homem de negócios do ramo imobiliário?” Imóveis estavam fora de cogitação, então ele se tornou diretor da RealFoundations, consultoria de gerenciamento focada em operações para empresas imobiliárias. “Cheguei a pensar em empresas tradicionais como Cap Gemini e Ernst & Young (onde trabalhei antes), mas senti que em grandes empresas não teria tanta autonomia”, diz Morey. “Uma empresa menor me dá a flexibilidade necessária para começar um novo trabalho, a oportunidade de me redescobrir como uma pessoa ligada ao operacional.”

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