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Liderança opressora – parte 2

Guia de sobrevivência para lidar com o líder tóxico

Patricia Wallington

24/04/2006 às 14h51

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Se você está diante de um líder tóxico (sendo ele seu chefe ou não), é possível sobreviver. Mas trace uma estratégia para isso.
Primeiramente, você tem de decidir quando ficar e quando sair. Suas circunstâncias pessoais podem levá-lo a ter de ficar. Se os líderes têm alto índice de rotatividade em sua empresa, você pode esperar que o "veneno" evapore. Assim, suas habilidades e reputação serão fortes o suficiente para não ser danificado por eventuais abusos que sofrerá.
Uma vez que você decida ficar, precisará decidir quando confrontar o comportamento dele ou “pegar leve”. Tentar aconselhá-lo, especialmente se esse líder for o seu chefe, só é possível se ele decidir te ouvir e não te mandar embora. Juntar-se a outros para enfrentá-lo envolve riscos semelhantes. Apenas você pode decidir até onde ir. Então, se você resolver falar frente a frente com seu líder, esteja certo de que tem em mãos todos os fatos relevantes, escolha um momento e um local apropriado para a conversa e tenha um plano para dar continuidade às questões.
Ao mesmo tempo, você pode encontrar apoio em outros executivos da organização fortalecendo seu relacionamento com eles. Passo a passo, estabeleça sua independência. Nunca defenda comportamentos implacáveis. E, fora do trabalho, encontre atividades que te ajudem a elevar sua auto-estima.
Independente da sua escolha, proteja seus funcionários do líder tóxico. Defenda-os contra qualquer ação que venha de cima. Uma vez, vi um gerente ficar sentado, quieto, vendo um membro de sua equipe ser metralhado por questões abusivas durante uma apresentação. O quanto esse gerente era covarde para não intervir e rebater as críticas? O medo pode fazer com que você sinta-se tentado a ignorar essa responsabilidade, mas bons líderes não abandonam sua equipe. Deixe que a integridade e a coragem levem você a posturas honráveis.

Desintoxicando as próximas gerações

Líderes tóxicos não nascem assim, eles são formados por suas experiências. Então, se você está vendo um deles emergir em sua organização, pode tentar mudar sua rota. É possível reconhecer um líder tóxico emergente por alguns sinais:
• Egocentrismo. Um funcionário está pensando em prejudicar os outros para conseguir subir.
• Visões messiânicas. A visão do funcionário parece impossível de ser atingida ou ele toma atitudes equivocadas ao tentar atingir uma causa nobre. E ele não aceita conselhos.
• Arrogância. Ele mostra desdém pelos outros.
• Empurra-culpa. Eu vi um executivo pedir uma determinada abordagem de sua equipe para implementar um padrão de tecnologia. Então, rejeitou o estilo de uma de suas funcionárias, deixando-a sozinha para consertar sua reputação.
Redirecione esses líderes emergentes tornando claras para todos as suas expectativas de comportamento. Investigue profissionais sem moral e ataque suas causas. Tenha certeza que pessoas que maltratam seus colegas estão acabando com suas carreiras. Promova e reconheça os líderes que demonstram comportamento não-tóxico.
Finalmente, seja um exemplo. A maioria dos líderes não é totalmente boa ou totalmente má em todas as coisas. Reconheça suas fraquezas e trabalhe para eliminá-las. Seja alguém capaz de aceitar conselhos. Demonstre integridade. Trabalhe em benefício do seu time. As vitórias dos líderes tóxicos normalmente têm vida curta. Evitar e se defender de comportamentos tóxicos deve levar você, e aqueles que são liderados por você, ao sucesso sustentável.

Patricia Wallington, antes de se aposentar em 1999, foi vice-presidente corporativa e CIO da Xerox. Hoje ela é presidente da CIO Associates em Sarasota (Flórida, EUA).

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