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Quem está no controle?

A importância de conhecer e controlar processos para garantir agilidade e flexibilidade à corporação

Thais Aline Cerioni

06/04/2006 às 12h47

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“Os gestores têm de começar a perceber a importância de sua companhia ser bem-organizada.” Em entrevista exclusiva a CIO, Herbert Kindermann, membro do conselho-executivo da IDS Scheer Alemanha e responsável pela internacionalização da empresa, disse que esse é o primeiro passo para o início de um projeto de BPM (business process management) e é um dos mantras usados pela fornecedora para alavancar seus negócios.
O executivo destaca que apenas conhecendo muito bem seus processos internos as companhias têm a capacidade de se adaptar às mudanças na velocidade exigida pelo mercado atualmente. “A flexibilidade é a questão mais crítica para o futuro das empresas; é crucial para a sobrevivência”, prevê Kindermann.
A maior capacidade de gerenciar mudanças é apenas um dos benefícios resultantes de uma boa gestão dos processos, segundo Kindermann. Ele alerta também para o fato de que, ao serem mais organizados e controlados, os processos geram menos gastos. “Hoje, há um enorme potencial para redução de custos nas empresas”, garante.
A complexidade e a falta de organização que existem atualmente são grandes desafios para a adoção de BPM. Kindermann afirma que é preciso que as corporações passem a ver os processos de forma ampla; hoje, teriam uma visão muito departamental. “Mas isso não acontece apenas no Brasil, é uma característica das empresas de todo o mundo”, comenta o executivo.
Ele deixa claro, inclusive, que as reações aos projetos de BPM não mudam muito ao redor do mundo. “O maior desafio é mudar a direção da cabeça das pessoas”, afirma, destacando a questão cultural como outro grande desafio para o gerenciamento de processos. Não chega a ser uma surpresa, já que se trata de uma tecnologia que mapeia todos os processos e permite que os gestores olhem para eles de qualquer ponto de vista, com qualquer objetivo, dando maior transparência à corporação.
Apesar de o BPM ser um conceito com muito mais impacto em pessoas e processos do que em tecnologia, Kindermann destaca a importância de se ter ferramentas para apóia-lo. “A ferramenta permite que todos falem a mesma coisa na mesma língua”, aponta. Outros benefícios do software são a possibilidade de imaginar cenários e o aumento da visibilidade das funções da área de TI como suporte aos negócios.
Luis Alberto Piemonte, CEO da IDS Scheer para a América do Sul, conta que muitas empresas já estão apostando no BPM. “É um mercado que está crescendo muito, cada vez mais pessoas têm interesse pelo assunto”, afirma. Entre as verticais mais importantes para a empresa, o destaque é o setor público. No Brasil, os clientes da fornecedora nesse segmento incluem o Tribunal de Contas da União, a Petrobras, o Superior Tribunal Eleitoral e a Aneel, entre outros. Outras áreas que têm demonstrado interesse em gestão de processos são finanças, química e farmacêutica e manufatura.

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