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EMC investe em P&D e aquisições para fortalecer seu portfólio e se tornar uma empresa completa de gestão da informação

Thais Aline Cerioni

24/03/2006 às 15h53

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Em 1996, o maior hardware de armazenamento da EMC tinha capacidade de 500 gigabytes e custava cerca de dois milhões de dólares. Hoje, pelo mesmo preço, é possível comprar a máquina top de linha da fornecedora: que agora tem capacidade de armazenar 1 petabyte, ou seja, duas mil vezes mais informações que há dez anos.
O impressionante desenvolvimento do mercado de storage ao longo da década tem uma explicação clara: ele cresce no mesmo ritmo que o volume de informações produzidas pelas empresas. De acordo com o IDC, esse aumento é de 70% ao ano.
Se há tantos dados, espera-se que haja uma enorme oportunidade. E é exatamente de olho nela que está a EMC ao posicionar-se como uma companhia especializada em informação. “A meta é se tornar uma empresa de gestão da informação, oferecendo soluções de acordo com a necessidade do cliente”, define Celso Amaral, diretor do EMC Software Group (ESG) para a América Latina.
Para garantir um portfólio tão completo, a EMC vem apostando nas aquisições – desde 2003 foram 30, sendo três neste ano. E a estratégia deve continuar. “A máquina de fusões e aquisições da EMC está a pleno vapor”, afirma Hermann Pais, diretor de inovação da empresa para a América Latina. Com isso, a fornecedora passa a oferecer soluções em segmentos como segurança, virtualização e gestão de recursos. O fortalecimento da área de consultoria, que hoje responde por 25% da receita da empresa, também é parte do pacote. “A intenção é que a equipe de consultoria impulsione as vendas para grandes corporações”, conta o gerente-geral, Carlos Cunha. A meta é que esses serviços cresçam 200% nos próximos três anos.
O ILM (Information Lifecycle Management) continua no centro da estratégia. “É um conceito que tem ‘tração’. Até as fornecedoras que diziam que o ILM não daria certo voltaram atrás e estão oferecendo soluções nessa linha também”, destaca Pais. Segundo ele, muitas empresas já procuram a EMC em busca de sistemas para gestão do ciclo de vida da informação. “Todos os nossos clientes já estão, pelo menos, na primeira fase de adoção”, garante. “E metade das 77 grandes empresas que atendemos já estão na fase dois.” Cunha completa, dizendo que, no Brasil, os segmentos com maior interesse por esse tipo de solução são o petroquímico e o de telecomunicações.

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