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A nova onda de telefonia IP – parte 2

Saiba como proteger os investimentos

Thaís A. Cerioni

20/03/2006 às 15h20

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Não é só o custo dos terminais que vem freando a adoção de telefonia IP. O preço do PABX IP também é mais elevado do que o dos sistemas analógicos ou digitais. “Por isso, quando o cliente está em busca apenas de redução de custo [e não das aplicações adicionais da telefonia IP], algumas vezes é melhor ele ficar com o PABX tradicional”, alerta Silvio Maemura, diretor da NEC Solutions do Brasil.
Lourinaldo Silva, diretor-geral para soluções corporativas da Alcatel do Brasil, acredita que os equipamentos já estão em uma curva de queda de preços. Ele destaca que, apesar dos aparelhos telefônicos serem mais caros, a necessidade de hardware parrudos diminui na solução IP. “Em dois anos, os custos [dos dois tipos de sistemas] devem estar bem próximos”, prevê, comentando que, hoje, essa diferença é de aproximadamente 30%.
O gerente de soluções da Avaya Brasil, Thiago Siqueira, discorda. Segundo ele, partindo do zero, os custos da telefonia IP e da digital são muito próximos. Ainda assim, afirma que o foco da Avaya para esse tipo de solução são as grandes corporações. “É esse o mercado que pode pagar”, admite.
Apesar do alto custo, tem muita empresa apostando na tecnologia. A NEC prevê um crescimento de 70% do faturamento das aplicações IP. A Alcatel afirma que, de 2004 para 2005, a receita gerada pelas soluções IP dobrou. A 3Com revela a expectativa de que seu faturamento total aumente 40% no próximo ano fiscal e destaca a importância das soluções IP nesse resultado. Curiosamente, a companhia afirma que 80% dos projetos são de telefonia IP pura, especialmente nas grandes corporações. A Avaya trabalha com a mesma proporação, tendo 80% de seus projetos como IP Puro.
No entanto, nem para todas as empresas esse é o modelo ideal. Para fugir de uma adoção de IP Puro – que necessitaria da total substituição dos equipamentos de telefonia –, os fabricantes oferecem sistemas híbridos, que permitem a transição gradual entre as tecnologias. Com isso, o executivo de TI protege o investimento já feito e pode escolher para quem oferecer ramais IP, de acordo com a necessidade do negócio e de olho nos benefícios que a tecnologia pode trazer para esses profissionais. “Uma grande empresa pode, por exemplo, utilizar telefones IP nos escritórios e ramais analógicos no chão de fábrica”, comenta Siqueira, da Avaya.
Outra maneira de fugir dos altos investimentos é optar pelos serviços de telefonia IP oferecidos pelas operadoras. Muitas delas trabalham tanto com a oferta de PABXs virtuais, baseados em tecnologia IP; quanto com o aluguel de equipamentos e a gestão do ambiente de telecom.
Ao lado de outras operadoras (como GVT e CTBC Telecom), a Brasil Telecom é uma das telcos que apostam nesse modelo. O serviço Telefonia IP Corporativa é oferecido há cerca de um ano e leva ao usuário todo o hardware (Cisco), assim como implementação e consultoria (NEC). “Como é vendido no modelo de serviço, desonera o cliente em relação ao investimento em equipamentos”, destaca o gerente de marketing, Couto. Já o PABX Virtual Net possibilita que clientes com mais de dois escritórios, que não querem ter um PABX em cada localidade, criem uma rede corporativa virtual. “Pela Web, os usuários podem programar o PABX Virtual como se fosse um equipamento físico dentro de casa”, garante o executivo.

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