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Sua voz já é IP?

Com diversas aplicações – de diferentes níveis de sofisticação –a transmissão de voz sobre redes IP firma-se como a “evolução natural” da telefonia corporativa

Thaís A. Cerioni

20/03/2006 às 14h57

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Não é de hoje que você escuta falar a respeito de voz sobre IP. A tecnologia vem sendo um dos principais focos de grande parte do mercado de TI e telecom há mais de cinco anos, sempre apresentada com a promessa de reduzir os custos de comunicação das grandes empresas. Do outro lado do balcão, CIOs se mostram receosos em adotar soluções desse tipo. Suas preocupações vão desde a confusão frente à tecnologia, passando por questões técnicas e de qualidade até, finalmente, esbarrarem no alto custo dos equipamentos.
Isto não significa que estejamos falando de um mercado fadado ao fracasso. Muito pelo contrário. Um estudo do Yankee Group prevê que os serviços de VoIP movimentem 3,3 bilhões de dólares em 2010. O instituto afirma ainda que 66% das empresas brasileiras já têm redes convergentes em algum grau. Lourinaldo Silva, diretor-geral da área de soluções corporativas da Alcatel do Brasil, confirma. Segundo ele, as médias e grandes empresas solicitam algo de voz sobre IP em todos os projetos. “Mesmo que seja apenas a possibilidade de utilizar a tecnologia mais tarde”, explica.
E não é apenas o mercado de transmissão de voz sobre rede de dados – a faceta da tecnologia que permite a maior taxa de redução de custos – que está em crescimento. Em junho de 2005, a venda de equipamentos IP já supera a de telefonia digital nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa realizada a pedido da Avaya Internacional.
A verdade é que a variedade de tecnologias e modelos de serviços que costumam ser tratadas sob o tema “voz sobre IP” é muito ampla e cabe ao CIO identificar qual aplicação – ou quais aplicações – mais bem atende às suas necessidades.

O caminho para a redução de custos

Para empresas com mais de um escritório e necessidade de comunicação de dados entre eles, a transmissão de voz na rede corporativa é quase natural.
O exemplo clássico quando se fala em voz sobre IP são as empresas com filiais em múltiplas localidades, que precisam tanto de comunicação de voz quanto de dados entre elas. Foi esse perfil de companhia que impulsionou o crescimento da tecnologia em sua “primeira onda”, entre 2001 e 2002, e continuam sendo elas que têm mais redução de custos ao partir para VoIP, e, portanto, são as que mais buscam a tecnologia.
É o caso da RR Donnelley Moore, uma das maiores empresas gráficas do mundo, com faturamento anual de 290 milhões de reais no Brasil. Em 2002, a companhia decidiu atualizar sua WAN (wide area network) corporativa, passando a utilizar uma rede IP MPLS. Em seguida, decidiu aproveitar a mesma infra-estrutura para transmissão de voz entre as filiais. A redução de custos obtida na época foi de cerca de 40%. “A maior concentração de gastos com telefonia estava exatamente nas chamadas internas, dentro da própria corporação”, detalha Marco Misurini, gerente-executivo de TI da RR Donnelley Moore.

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