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Sua voz já é IP? – parte 2

Thaís A. Cerioni

20/03/2006 às 15h12

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A situação da WEG é semelhante. A fabricante brasileira de motores elétricos – cuja receita chegou a 2,9 bilhões de reais em 2005, quase o mesmo valor faturado por todo o setor de call center – com sede em Jaraguá do Sul (SC) e filiais em mais de cem países, decidiu contratar a rede IP da Equant para fazer a comunicação de dados entre suas unidades.
O coordenador do projeto, Márcio Minitz, explica que a solução é utilizada para interligar os sites brasileiros desde 2003 e que, no ano passado, passou a ser levada às demais localidades. Já foram integradas as três fábricas argentinas e a unidade de Portugal, enquanto os seis escritórios dos Estados Unidos estão em processo de integração. Com a rede IP instalada, a companhia resolveu usá-la também para transmissão de voz. Atualmente, todas as chamadas dentro do País e com as unidades da Argentina são feitas via voz sobre IP.

De quem e para quem

Projetos como esses não são tão impactados pelo investimento inicial. As redes IP – que podem ser dedicadas ou não, como as VPNs IP – são contratadas de prestadores de serviços de telecom ou das grandes operadoras e pagas mensalmente, como um serviço.
Ricardo Couto, diretor de marketing da Brasil Telecom, acredita que esse tipo de solução já está bastante consolidado. A telco oferece a modalidade desde 2003, por meio do Vetor – serviço baseado em rede IP MPLS que pode ser usada para transporte de dados, voz e vídeo. “Trata-se de uma solução boa para qualquer empresa que tenha mais de duas unidades, pois ela deixa de gastar dinheiro com o uso da rede pública para se comunicar com as suas filiais”, garante.
Dado o potencial do segmento, a maior parte das provedoras de serviços de telecom possui algum produto baseado em rede IP que suporte o tráfego de voz. De acordo com números do IDC, o mercado brasileiro de IP dedicado cresceu 48% e o de VPN IP, 46,8% no último ano.
Com redes IP globais próprias, provedores como a Equant e a Global Crossing oferecem o mesmo tipo de serviço, com foco nas corporações com unidades internacionais. Dalton Gobato, presidente da Equant no Brasil, afirma que, hoje, 50% dos seus clientes de VPN IP trafegam voz sobre a rede. “A inclusão de voz em uma VPN IP incrementa muito pouco o preço e permite muita economia. Não tem por que não fazer”, avalia o executivo.

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