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De tudo um pouco – o caso De Millus

Com adoções pequenas e despretenciosas, De Millus aproveita diversas facetas da transmissão de voz sobre rede de dados

Thaís A. Cerioni

20/03/2006 às 15h24

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Telefonia IP, serviços de roteamento de chamadas sobre rede IP, voz sobre IP, Skype. Parece até o portfólio de soluções oferecido por alguma prestadora de serviços de telecom. Na verdade, são as soluções utilizadas pela fabricante de lingerie DeMillus.
Até o ano passado, a infra-estrutura de telecom da companhia era totalmente tradicional. Um PABX Siemens controlava a telefonia na matriz, no Rio de Janeiro. Um link IP era responsável pela comunicação de dados entre a sede e a fábrica, localizada na Paraíba. Um call center com 102 posições de atendimento, localizado no Rio de Janeiro, consumia 400 mil reais por mês em ligações recebidas pelo 0800. E toda a telefonia restante – tanto com parceiros e fornecedores, quanto com as outras 7 filiais espalhadas pelo País – usava a rede pública.
A decisão de substituir o PABX da matriz, com o objetivo de reduzir os custos, foi o primeiro passo para a mudança. Em novembro de 2005, o equipamento tradicional, da Siemens, foi substituído por uma solução híbrida da Alcatel, controlando 24 ramais digitais, 384 analógicos e cinco canais IP. “O investimento de 200 mil feito no equipamento irá se pagar em um ano, já que teremos uma redução de 80% nos custos de manutenção”, comemora Nelson Cuppchik, diretor de tecnologia e finanças da DeMillus.
Além de controlar toda a comunicação interna da unidade central da empresa, no Rio de Janeiro, o sistema suporta as oito posições de atendimento do SAC e funciona como backup do call center para relacionamento com varejistas, que possui 102 PAs.
Para aproveitar o link IP que já existia para trafegar dados entre a fábrica na Paraíba e a sede, no Rio, a Alcatel cedeu à DeMilus uma central de menor porte, que passou a controlar 24 ramais analógicos, quatro ramais digitais e cinco canais IPs. “Como deu certo, pretendemos levar para outras unidades”, conta Cuppchik. De qualquer forma, o executivo explica que não tem um projeto formal de telefonia IP. “Como tenho 800 ramais, seja qual for a diferença de preço entre o aparelho digital e o analógico, tenho de multiplicar por esse número”, pondera. “Acredito que o preço vai cair e aí sim pretendo implementar.”
A menina dos olhos do diretor é, entretanto, a solução de roteamento das chamadas recebidas pelo call center. Graças a um acordo firmado com a GVT, a partir de junho deste ano, todas ligações provenientes de São Paulo já serão recebidas na central de atendimento como se fossem chamadas locais. De acordo com Cuppchik, o próximo passo é usar a mesma solução para rotear as chamadas provenientes de Goiânia.
As chamadas para fornecedores e parceiros de outros Estados e, principalmente, de outros países também usa voz sobre IP. Neste caso, a solução é quase caseira. “Temos cerca de 15 pessoas usando diariamente o Skype para chamadas interurbanas e internacionais”, revela o executivo.

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