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Como fazer mais com o que você já tem – parte 2

Você pode aumentar a capacidade de mudança de TI livrando-se dos custos fixos

24/02/2006 às 12h37

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Ernest, ao contrário, precisa explorar o budget baseado em atividade: calcular os custos reais de produtos, serviços e consumo do ano anterior, definir tarifas para serviços de TI de acordo e basear o budget de TI do ano seguinte nisso. É um primeiro passo razoável (e, possivelmente, o único que ele precisará dar) para entender as causas dos custos de TI. Com este nível de conhecimento, os CIOs podem não só identificar oportunidades de redução de custos, como também influenciar futuro consumo, mantendo conversas com a empresa antes que o processo de budgeting tenha início. Os CIOs podem mostrar aos gerentes de negócio quais produtos e serviços eles consomem — em que nível e por qual custo — e fazer brainstorms de abordagens para reduzir seu consumo, suas tarifas ou ambos. Com a redução dos custos “lights on”, o budget baseado em atividade libera a oferta de TI.
Outra maneira de aumentar a capacidade de mudança de TI é aprimorar a flexibilidade de sua arquitetura. Os CIOs podem implementar abordagens de desenvolvimento de tecnologia que promovam a integração e a reutilização. No caso de Ernest, exigirá de seu grupo de TI uma grande mudança de atitude. Os sistemas legados da empresa estão uma bagunça, mas sua equipe precisa extrair o máximo do que possui, porque nunca haverá tempo ou dinheiro suficiente para “fazer direito”. A velha expressão “sistemas são como panquecas — descarte o primeiro” pode ser verdadeira, mas é inviável. Parte do “legado” de Ernest tem apenas dois ou três anos de existência porque o CIO predecessor, quando autorizado a substituir sistemas existentes, deparou-se com as restrições familiares — falta de tempo, pessoal e conhecimento — e desenvolveu sistemas autônomos inflexíveis. Ao não considerar os aspectos de integração e reutilização, aquele CIO recriou o passado que a empresa tentava tão desesperadamente deixar para trás.
Ernest precisa promover uma limpeza na infra-estrutura existente e explorar as forças que possui a medida que fornece nova funcionalidade. Acontece que Ernest é um ex-arquiteto corporativo, background que lhe será muito útil. Ele entende implicitamente que o futuro de TI consiste de arquiteturas em camadas, incluindo separação e modularização de lógica do negócio, encapsulamento de estruturas e fontes de dados e utilização de serviços padrões. Chegou a hora de Ernest tirar o pó daqueles planos que, em sua antiga função arquitetural, nunca conseguira fazer ninguém adotar. Ernest pode integrar os sistemas distintos de sua empresa usando messaging e uma arquitetura orientada a serviço.
Mesmo enquanto atualiza sua arquitetura, Ernest pode fornecer novas capacidades de TI. Ele pode identificar a interseção entre sua arquitetura atual, seus prováveis projetos de TI e sua estratégia de negócio/TI (veja como incorporar uma estratégia de negócio a máximas de TI em “Sua Lista de Tarefas para Gerenciar Demanda”). Portanto, Ernest pode criar uma visão centralizada dos clientes de sua empresa ao utilizar messaging com seus bancos de dados existentes ao mesmo tempo em que desenvolve capacidades de gerenciamento de depósito e call center. Ele também pode aprimorar o supply chain da empresa unindo aplicações existentes com uma camada de integração. Por fim, Ernest pode usar qualquer nova iniciativa de desenvolvimento como uma oportunidade para começar a criar uma biblioteca de serviços. (Embora seja verdade que aprimoramentos drásticos em tempo de ciclo e custo de desenvolvimento só podem ser concretizados com uma biblioteca de serviços completa, esta abordagem permitirá que Ernest disponibilize novas capacidades sem a carga irrealista de (re)desenvolver funcionalidade existente.)
Ernest agora tem as ferramentas certas para alinhar TI e negócio, mas ele é apenas um homem entre tantos outros. O caminho para o alinhamento é perigoso e Ernest não pode trilhá-lo sozinho. No próximo e último artigo sobre alinhamento, enfatizarei a importância da liderança, em todos os níveis da organização, para aprimorar a capacidade e a flexibilidade.

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