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CIO global

Líderes de TI responsáveis por operações mundiais têm de ser experts em lidar com todas as implicações que diferentes culturas geram em gestão de processo, tecnologias e pessoas

09/01/2006 às 12h28

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Na Manpower, empresa mundial de recursos humanos, Rick Davidson lidera a área de TI em 15 países e tem de visitar os principais países nos quais a organização opera. Recentemente, depois de voar para Londres após ter estado uma semana em Praga, ele se preparava para ir a Toquio antes de retornar à sede da Manpower, em Milwaukee (EUA).
Em determinado momento de sua carreira, Jay Crotts, da Royal Dutch Shell PLC, viu-se viajando a cada semana ou quinzena por dez dias consecutivos por vez, o que fazia com que fizesse as malas todo o tempo. E não há dia em que Crotts não tenha participado de uma teleconferência de sua casa.
Davidson e Crotts são CIOs globais. Função que é uma das mais difíceis de se preencher na indústria de TI, diz Shawn Banerji, diretor da Russell Reynolds Associates Inc., escritório de recrutamento de Nova York. "Nos últimos 18 meses, três quartos de nossas buscas por CIOs tiveram um aspecto de atuação internacional", conta.
A demanda por profissionais do gênero vem de multinationais e de companhias domésticas buscando expandir seu alcance. Todas querem candidatos aptos a desenvolver uma infra-estrutura tecnológica que suporte iniciativas de negócios em vários continentes com diversas culturas e normas de negócios. Precisam de indivíduos que saibam transitar pela tênue linha que separa o desenvolvimento de uma estratégia de tecnologia para toda a corporação com aplicativos padronizados e pelas especificidades que os líderes de negócios locais precisam para operar de forma eficiente. E precisam de pessoas que gerenciem equipes de TI cujos membros falem diferentes línguas, trabalhem em diferentes fusos horários e sigam seus princípios morais.
Encontrar profissionais com esse perfil não é nada fácil. "Se você tem 7 mil empregados nos Estados Unidos, e está passando por uma mudança de sistemas, é muito mais fácil do que ter 700 empregados em 10 países", diz Steve Bandrowczak, que recentemente se tornou CIO global da Lenovo.
De acordo com Banerji, o emprego de CIO global requer uma pessoa que tenha excepcional capacidade de ouvir e que desperte empatia e tolerância em outras pessoas, além de um interesse genuíno em aprender sobre outras culturas. Também tem de ter experiência com negócios complexos, baseados em múltiplos sites e em processos intensivos. E os candidatos precisam estar dispostos a viajar. E a lidar com a distância da família.

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Leia também a história de dois brasileiros que encararam o desafio de ser CIOs mundiais:

Experiência antropológica (Roberto Busato, CIO mundial da Bunge)
Liderança no exterior (Mauro Pinto, CIO da GMPT)

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