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CIO global – parte 2

O desafio dos CIOs globais tem sido desenvolver uma estratégia comum de governança de TI

Mary Brandel

09/01/2006 às 12h33

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Essa governança especifica padrões tecnológicos e aplicativos para compras mundiais, economia de escala, difusão de melhores práticas e visão geral dos clientes e das operações. Mas tudo isso depende da realização de um inventário de centenas ou milhares de sistemas e aplicativos locais que podem ser redundantes mas que atendem às necessidades locais.
Na Lenovo, por enquanto, a principal missão do CIO é deixar os seus sistemas e os da recém-adquirida unidade de PCs da IBM rodando de forma separada, mas combinando-os em um processos de supply chain unificado. "O negócio IBM PC é focado em grandes corporações, enquanto a Lenovo na China se volta para empresas de pequeno e médio portes. São requerimentos completamente diferentes", diz. Para ir adiante, é necessário determinar quais funcionalidades são demandadas por todos os clientes e construir um sistema global único que suporte tudo isso.
Em alguns casos, essa providência significa detectar as melhores práticas que já existem e desenvolver sistemas que as globalizem. "A China é muito eficiente nas áreas de supply chain e desenvolvimento de produtos, mas o desafio é incorporá-las aos mercados que escolhemos atuar", nota Bandrowczak.
Decidir qual país tem as melhores práticas em determinada área é algo complexo, diz Crotts, que lidera TI para os negócios de lubrificantes e B2B da Shell. Ele está agora no terceiro ano de uma jornada que visa a determinar os sistemas globais que serão hospedados em diversos data centers pelo mundo. Como parte desse esforço, Crotts decidiu que um sistema de CRM utilizado na Malásia é o melhor e, a partir de então, vem fazendo o seu roll out em 16 países.
Para determinar qual sistema de CRM é o melhor, Crotts primeiramente olhou para métricas como custo por transação, satisfação dos clientes e tamanho do call center para comparar os sistemas dos países. Mas munir-se dessas métricas, entretanto, é uma ciência inexata. Em alguns países, esse tipo de medida sequer existe, e uma simples questão como "Quantas pessoas fazem parte do call center?" deixa muitas equipes confusas. "Definir indicadores-chave de performance para medir sistemas pelos países é um grande desafio", diz Crotts.

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Leia também a história de dois brasileiros que encararam o desafio de ser CIOs mundiais:
Experiência antropológica (Roberto Busato, CIO mundial da Bunge)
Liderança no exterior (Mauro Pinto, CIO da GMPT)

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